A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) assegurou, em coordenação com os sectores do comércio e da indústria, que a província de Nampula dispõe de produtos alimentares suficientes para satisfazer as necessidades da população durante os primeiros três meses do presente ano, afastando cenários de ruptura generalizada nos principais mercados abastecedores. A garantia foi avançada pelo director provincial do Comércio e Indústria, Jeremias Muapaz, em entrevista à Agência de Informação de Moçambique (AIM), na cidade de Nampula. Segundo o responsável, os dados existentes nos armazéns indicam disponibilidade de produtos agrícolas, cereais e alimentos congelados até ao mês de Março. Jeremias Muapaz reconheceu, no entanto, a existência de uma ruptura pontual na oferta de batata-reno de produção nacional. Apesar disso, esclareceu que outros produtos de grande consumo, como a cebola e o tomate, encontram-se disponíveis em quantidades significativas no mercado grossista do Waresta, que abastece a cidade de Nampula e outras regiões do norte do País. Relativamente à subida de preços denunciada por alguns consumidores, o director provincial explicou que equipas da INAE estão no terreno a realizar acções de fiscalização, com o objectivo de travar práticas especulativas e garantir o correcto funcionamento de balanças e bombas de combustível, assegurando assim a protecção do consumidor. “Entramos em 2026 com garantias para estes primeiros três meses. Não dispomos de dados alarmantes, sobretudo nos mercados abastecedores. Em relação aos preços, a INAE tem estado no terreno a fiscalizar e a controlar situações de especulação”, afirmou Jeremias Muapaz. As acções de fiscalização decorrem tanto nas grandes superfícies comerciais formais como nos mercados informais localizados nas zonas residenciais da cidade. Numa primeira fase, a prioridade tem sido a sensibilização dos agentes económicos que intervêm na cadeia de comercialização. A época chuvosa foi apontada como um dos principais factores que condicionam o escoamento dos produtos agrícolas, devido à degradação das estradas terciárias. Ainda assim, o abastecimento de tomate não apresenta sinais preocupantes, apesar de se registarem atrasos no transporte e redução das quantidades transportadas. No que respeita à batata-reno, Jeremias Muapaz explicou que a escassez resulta do esgotamento da produção do ano anterior, estando prevista a entrada da nova colheita dentro de cerca de dois meses. Entretanto, produtos como farinha de milho, arroz, frango, ovos e peixe carapau continuam disponíveis nos mercados da província de Nampula.advertisement

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