advertisemen tO Zimbabué anunciou um pacote de investimento agrícola no valor de 1,4 mil milhões de dólares, com o objectivo de impulsionar sete cadeias de valor de grande impacto. O país pretende, assim, satisfazer as suas necessidades internas e garantir mercados de exportação lucrativos, consolidando a sua posição no cenário agrícola global. O lançamento do pacote decorreu durante o Fórum dos Sistemas Alimentares Africanos (AFSF), em Dacar, Senegal. O secretário permanente para as Terras, Agricultura, Pescas, Água e Desenvolvimento Rural do Zimbabué, Obert Jiri, sublinhou que a iniciativa está apoiada na Estratégia de Transformação Rural (AFSRTS) e nos Sistemas Alimentares Agrícolas do Zimbabué. Apesar de ter identificado 42 cadeias de valor agrícola, o Zimbabué escolheu concentrar-se em sete áreas prioritárias. Estas, consideradas fundamentais para um impacto eficaz, incluem mirtilos, lacticínios, carne bovina, milho, girassóis, soja e aves de capoeira. “Estamos em Dacar, no Senegal, onde vamos encontrar-nos com investidores no sector agrícola. Enquanto país, temos a nossa proposta de investimento fundamentada na AFSRTS. Queremos deixar claro que o Zimbabué está disponível para desenvolver estas cadeias de valor para atender às necessidades internas e também para exportação”, afirmou Obert Jiri. O pacote de investimento está detalhado no Roteiro de Investimento em Sistemas Alimentares e Transformação Rural da Agricultura do Zimbabué (ZAFSRTIR). Segundo o roteiro, os valores necessários para cada cadeia de valor são claros: o milho precisa de 468 milhões de dólares, a soja de 403 milhões de dólares e o girassol 251,9 milhões de dólares. Além disso, as necessidades de investimento para outras áreas também estão especificadas. Os mirtilos exigem 23,7 milhões de dólares, enquanto a carne bovina necessita de 45,2 milhões de dólares. Os laticínios requerem 71,4 milhões de dólares, e as áreas de ovos e frangos de corte necessitam, respectivamente, de 15,1 milhões e 143,3 milhões de dólares. Este pacote de investimento não visa apenas transformar o sector agrícola do Zimbabué, mas também melhorar as condições de vida nas zonas rurais do país. A estratégia pretende tirar partido do potencial agrícola do Zimbabué, criando oportunidades económicas sustentáveis tanto para o mercado interno como para os mercados internacionais. Fonte: The Herald
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