O Governo anunciou um investimento de 4,9 milhões de dólares (320 milhões de meticais) para repor a ponte sobre o rio Lua-Lua, no distrito de Derre, província da Zambézia. A infra-estrutura foi destruída em 2022 pela tempestade tropical Ana, e a obra visa estimular a economia local e criar empregos.

“A expectativa é que se estimule o investimento do empresariado local e atraia novos investimentos, para que haja mais geração de empregos e o próprio distrito possa crescer”, disse o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, citado pela Lusa.

A ponte liga Derre a outros distritos da Zambézia e facilita a ligação terrestre com o Malaui, que faz fronteira com Moçambique através das províncias de Tete, Zambézia e Niassa. A reposição é considerada essencial para o desenvolvimento local e para o comércio transfronteiriço.

Segundo o ministro, a obra deverá estar concluída até Dezembro e irá gerar empregos, impulsionar a economia do distrito e facilitar o comércio com o país vizinho. “Vai ajudar muito no desenvolvimento económico do nosso distrito”, acrescentou João Matlombe.

O governante sublinhou que Derre já possui capacidade de produção agrícola, e a construção da ponte irá estimular ainda mais essa produção e facilitar o comércio transfronteiriço. A ponte vai também resolver problemas sociais, especialmente durante a época chuvosa, quando famílias e serviços ficam condicionados.

Moçambique estima necessidades de financiamento de 37,2 mil milhões de dólares (2,3 biliões de meticais) até 2030 para alcançar a resiliência climática, segundo a estratégia aprovada a 16 de Setembro pelo Conselho de Ministros. O País enfrentou cheias e ciclones recorrentes entre Outubro e Abril, afectando milhares de pessoas.

Em Setembro, as autoridades alertaram para cheias de grande magnitude e para inundações em pelo menos quatro milhões de hectares agrícolas durante a próxima época chuvosa. Só na última temporada ciclónica, entre Dezembro e Março, Moçambique foi atingido por três ciclones, incluindo o Chido e o Jude, que provocaram dezenas de mortos e afectaram várias províncias.

O relatório do Estado do Clima em Moçambique 2024 alerta que a frequência e intensidade dos ciclones aumentaram na última década. Entre 2019-23, os eventos extremos causaram pelo menos mil mortos e afectaram cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, reforçando a urgência de infra-estruturas mais resilientes.a d v e r t i s e m e n t

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