advertisemen tO Presidente chinês Xi Jinping não vai participar na cimeira do Grupo dos 20 (G20) no final deste mês, uma decisão que será um golpe para a África do Sul, anfitriã do evento, que já enfrenta um boicote do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump. Segundo a Bloomberg, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou, nesta quinta-feira (13), que o primeiro-ministro Li Qiang representará o país asiático na cimeira de líderes, que terá início em Joanesburgo no dia 22 de Novembro. O comunicado não explicou por que Xi, que participou no evento no ano passado, estará ausente desta vez. A decisão do Presidente chinês significa que a cimeira, criada para abordar questões económicas globais e normalmente participada por chefes de Estado, não contará com os líderes das duas maiores economias mundiais e da Rússia, também membro do grupo. Trump afirmou anteriormente que nenhum funcionário dos EUA participaria, após os seus ataques à África do Sul por alegadamente maltratar os afrikaners brancos. As viagens do Presidente russo Vladimir Putin continuam restringidas por um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, acusando-o de crimes de guerra relacionados com a deportação forçada de crianças ucranianas durante o conflito na Ucrânia. O líder chinês reduziu significativamente as suas viagens internacionais desde a pandemia, excepto para grandes cimeiras repletas de reuniões importantes à margem, como a que teve com Trump na Coreia do Sul no mês passado, antes da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico. Xi tem levado a cabo o que Pequim chama de “diplomacia interna”. O governante recebeu Putin, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o líder norte-coreano Kim Jong Un no início deste ano, enquanto o líder chinês procura laços mais estreitos com as nações regionais face à intensificação da rivalidade com os EUA. O governante visitou a África do Sul em 2023 para a cimeira do BRICS e recebeu líderes africanos em Pequim no ano passado. Por sua vez, Scott Kennedy, consultor sénior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, afirmou que a ausência de Xi na reunião do G20 não indica uma diminuição na importância do evento para Pequim: “Não vejo qualquer mudança na sua opinião de que essas instituições de governança global são vias importantes para a China comunicar a sua mensagem”, afirmou. Já Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, sublinhou numa conferência de imprensa regular na quinta-feira, que a reunião de Joanesburgo “tem uma importância histórica significativa”, pois é a primeira cimeira do G20 no continente africano, e expressou apoio ao “espírito de cooperação” demonstrado pelos líderes africanos. Li, o segundo funcionário mais importante da China, representou Xi em alguns eventos internacionais importantes nos últimos anos. Substituiu o seu chefe na cimeira do G20 na Índia em 2023 e numa reunião de líderes do BRICS no Brasil em Julho.
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