A edição de 2025 acontecerá de 10 a 13 de Novembro. Com a inteligência artificial no centro das atenções, esperam-se debates acesos sobre ética em tecnologia e regulação, entre outros temas.
Está a chegar mais uma Web Summit, uma das maiores conferências de tecnologia e inovação do mundo, reunindo empresas tecnológicas, startups, investidores, decisores políticos, media e organizações sociais. Foi fundada em 2009 por Paddy Cosgrave, David Kelly e Daire Hickey, originalmente em Dublin, Irlanda. Em 2016, mudou-se para Lisboa, onde se realiza anualmente desde então.
A edição de 2025 acontecerá de 10 a 13 de Novembro, quatro dias de conferência, com mais de 20 temas fortes, incluindo “fintech”, comércio, inteligência artificial (IA) e SaaS (software como serviço). Os participantes incluem milhares de startups, expositores, investidores e empresas globais. Diversas marcas globais de tecnologia e inovação estarão presentes, como a Meta, Samsung, Visa, Adobe, entre outras, parceiras e patrocinadoras do evento.a d v e r t i s e m e n t
Além de promover encontros, visibilidade e investimento, a conferência serve como plataforma de lançamento de ideias, formação avançada e concursos de startups. Esperam-se ainda debates auspiciosos sobre temas globais: ética em tecnologia, regulação, sustentabilidade e impacto social. A Web Summit é um caso para estudo noutro aspecto: representa um forte motor económico para Lisboa. Hotelaria, restauração, transportes, turismo, infra-estruturas, visibilidade internacional, tudo mexe, num claro exemplo que como eventos desta natureza atraem receita. Também contribui para afirmar Portugal como hub de inovação tecnológico europeu e porta de entrada para mercados globais.
Ligações com África
Uma parte significativa da estratégia e do conteúdo da Web Summit remete para África. A participação de startups africanas e empresários do continente vai ser visível em sessões dedicadas ao sucesso pan-africano, iniciativas de investimento específico no continente, e “masterclasses” para startups que operam no continente. Por exemplo, em 2024 houve uma sessão chamada “Building a $16M fund and accelerating Pan-African success”, hospedada pela Ferna Technologies. Parcerias com organizações focadas em África — como a Tech Connect Africa, que colabora com a Web Summit Lisboa — têm reforçado o elo com o ecossistema tecnológico africano.
Haverá ainda diálogos sobre tecnologia, diáspora, cultura e liderança, com sessões que cruzam a inovação tecnológica com temas africanos: o papel da diáspora, liderança, cultura, e como essas dimensões ajudam ao desenvolvimento sustentável do continente.
Mais de 70 000 participantes
A Web Summit é uma plataforma global onde se definem tendências e, para a edição deste ano, prevê-se que a fasquia permaneça ao nível de edições anteriores: mais de 70 000 pessoas, numerosas empresas de grande porte, além de startups à procura de um lugar ao sol na cada vez mais concorrida paisagem tecnológica. O elo com África — através de startups, diáspora, investimentos, parcerias institucionais — demonstra que o continente já ocupa um lugar de destaque no pensamento tecnológico global, e a Web Summit contribui para tornar visíveis os empreendedores, os mercados e as soluções africanas.
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