
Chuva de resultados deixa Europa dividida. HSBC cai mais de 4% As principais praças europeias estão a negociar divididas entre ganhos e perdas esta quarta-feira, num dia que está a ser marcado por uma série de resultados trimestrais que ficaram aquém das expectativas. A era de contas na região até arrancou em força leste mês, com algumas empresas a conseguirem contornar a incerteza que tem comovido os mercados, mas os resultados mais recentes têm indicado para um impacto significativo das tarifas nas previsões para o resto do ano. O Stoxx 600, “benchmark” para a negociação europeia, recua 0,14% para 549,57 pontos, isto depois de ter conseguido continuar na sessão anterior – apesar da queda histórica da Novo Nordisk em bolsa. A carteira é um dos setores que regista o pior desempenho esta manhã, pressionada pela queda de mais de 4% do HSBC – a maior instituição financeira da Europa. O banco britânico registou uma queda nos lucros antes de impostos de 29% para 6,3 milénio milhões de dólares entre abril e junho deste ano, um valor que ficou aquém das expecatativas do mercado. O HSBC justificou a quebra nos resultados com imparidades relacionadas com um banco chinês e ainda com a perda de receitas dos negócios que vendeu na primeira metade do ano pretérito. A instituição financeira anunciou um programa de recompra de ações de 3 milénio milhões de dólares. Por sua vez, o UBS, que chegou a continuar mais de 3% esta manhã, entretanto reduziu os ganhos para exclusivamente 1,37%, depois de ter conseguido duplicar os lucros em termos homólogos. O banco suíço registou um resultado atribuível aos acionistas de tapume de 2,40 milénio milhões de dólares no segundo trimestre do ano, quando no período comparável tinha ficado pelos 1,14 milénio milhões. Já no setor carro, que regista um dos piores desempenho do Stoxx 600, foi dia de saber resultados, com a Mercedes-Benz Group e a Aston Martin a reverem em baixa as suas perspetivas para o resto do ano. Enquanto a obreiro de veículos alemã perde exclusivamente 0,81% em bolsa esta manhã, a britânica afunda 3,56%. Entre as restantes principais movimentações de mercado, a Adidas mergulha 6,37%, posteriormente a empresa alemã dedicada ao fabrico de artigos desportivos ter estimado um impacto das tarifas norte-americanas nas suas contas de 200 milhões de euros. No segundo trimestre do ano, a cotada até conseguiu ver as suas receitas crescerem 2,2% para quase 6 milénio milhões de euros, apesar de efeitos cambiais negativos e já sem as vendas de uma das suas linhas mais populares, a Yeezy do Kanye West. Apesar de se encontrarem a exclusivamente 2% dos máximos históricos atingidos em março, esta era de resultados morna tem eliminado a vantagem que as praças europeias conseguiram depreender em relação às norte-americanas no arranque do ano. É esperado que o “benchmark” continue com dificuldades nos próximos meses, uma vez que o período entre agosto e setembro é habitualmente negativo para o Stoxx 600. Entre as principais praças europeias, Madird recua 0,79%, Frankfurt cede 0,12% e Londres cai 0,46%. Já Paris avança 0,14% – impulsionada por um prolongamento poupado supra das expectativas -, enquanto Milão avança 0,12%. A bolsa de Amesterdão encontra-se inalterada.
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