
Vitória expressiva de Takaichi leva bolsas japonesas a máximos. Ásia fecha em alta Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta segunda-feira em alta, acompanhando o “rally” do final da semana dos Estados Unidos (EUA), com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a fixar um novo máximo histórico, num dia em que valorizou mais de 2%. A vitória expressiva de Sanae Takaichi nas eleições legislativas antecipadas no Japão levou as principais praças do país a atingirem novos recordes e, pela Europa, pinta-se um cenário semelhante, com os futuros do Euro Stoxx 50 a avançarem cerca de 0,3%. Pelo Japão, o Nikkei pulou 3,89% e atingiu um novo máximo histórico de 57.337,07 pontos, enquanto o Topix ganhou 2,29% e fixou um novo recorde nos 3.825,67 pontos. O sul-coreano Kospi – índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – disparou 4,10%, ao passo que o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 1,96%. Já pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,72% e o Shanghai Composite somou 1,41%. A coligação de Takaichi garantiu uma maioria esmagadora nas eleições deste domingo, abrindo caminho para que a primeira-ministra nipónica prossiga com os seus planos orçamentais que implicam um forte aumento da despesa pública. Os setores que deverão beneficiar do plano de gastos “estratégicos” de Takaichi, incluindo o da inteligência artificial, dos semicondutores, computação quântica e defesa, impulsionaram os ganhos dos índices do país asiático na sessão desta segunda-feira. A vitória de Takaichi “superou em muito” as expectativas iniciais, escreveu à Bloomberg Andrew Jackson, da Ortus Advisors. Nesta linha, cotadas do setor da defesa como a Mitsubishi Heavy Industries (+3,15%), a IHI (+8,67%) e a Kawasaki Heavy Industries (+15,37%) tiveram um forte desempenho nesta segunda-feira, com a última a ser ainda impulsionada por lucros melhores do que o esperado. Noutros movimentos do mercado, o SoftBank Group pulou mais de 6%. As expectativas de estabilidade política no Japão levaram analistas do JP Morgan a elevar a sua meta para o Nikkei no final do ano de 60 mil pontos para 61 mil. No que toca à China, Pequim pediu que os bancos do país reduzissem a sua exposição aos títulos do Tesouro dos EUA, citando preocupações como riscos de concentração e a volatilidade do mercado. E, para já, a recuperação dos ativos de risco parece manter-se, com Mohit Mirpuri, da SGMC Capital, a explicar à agência de notícias financeiras que “vimos (fortes valorizações) nos EUA na sexta-feira, e resultados políticos mais claros no Japão ajudaram a estabilizar o sentimento” dos investidores.
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