advertisemen tA comerciante global de commodities Vitol está apoiando um consórcio que planeja construir uma usina a gás no valor de US$ 3 bilhões, bem como uma infraestrutura de importação de gás natural liquefeito (GNL), no porto de Durban, na costa leste da África do Sul, informou a Reuters, nesta segunda-feira, 16 de fevereiro. A África do Sul considera o gás crucial para seus esforços de transição para fora das usinas a carvão, que atualmente fornecem a maior parte da eletricidade para a economia mais industrializada da África, enquanto a Vitol pretende garantir uma posição em um mercado que aspira adicionar 16 gigawatts (MW) de nova capacidade de geração a gás até 2039. O porta-voz da Vitol declarou anonimamente à Reuters que o consórcio do projeto inclui a ACWA Power, da Arábia Saudita, a unidade da Vitol Vivo Energy, que se fundiu com a petrolífera sul-africana Engen em 2024, bem como sua operadora de terminais VTTI. O projeto, que não havia sido informado anteriormente, recebeu, em setembro, o status de Projeto Estratégico Integrado pelo Estado, segundo autoridades do governo e da Vivo Energy. Esse estatuto permite acelerar sua implementação, reduzindo entraves burocráticos, como procedimentos de licenciamento, por exemplo. Em documento enviado a legisladores sul-africanos e consultado pela Reuters, a Vivo Energy e a Engen África do Sul afirmam estar “impulsionando o desenvolvimento e o investimento em uma usina de geração de energia CCGT de mil a 1800 MW, com infraestrutura associada de importação de GNL.” Como parte do Plano Diretor do terminal marítimo de Durban, 20 hectares de terra foram reservados para o projeto, de acordo com o documento, que não indicou prazos, custos potenciais ou o volume de gás necessário. “O custo estimado é de cerca de US$ 3 bilhões. Quanto ao cronograma, não é possível dizer nesta fase. Forneceremos atualizações assim que estivermos em condições de fazê-lo”, disse o porta-voz da Vitol, acrescentando ser ainda cedo para determinar a origem das cargas de GNL. Uma fonte com conhecimento do projeto disse que, além da produção de energia, o projeto prevê a distribuição de GNL regaseificado através do gasoduto Lilly, que liga a cidade de Secunda a Durban, o transporte rodoviário de GNL para operações industriais e de mineração fora da rede, bem como o fornecimento de GNL para navios.
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