Promovido pela Confederação Vernáculo da Lavradio (CNA) e pela Associação dos Viticultores e da Lavradio Familiar Douriense (Avadouriense), o protesto visa exigir a tomada de medidas para mitigar a crise que o Douro enfrenta.
Os durienses temem uma terceira vindima consecutiva com dificuldades em escoar as uvas ou a sua venda a preços baixos, com alguns a já terem recebido cartas a cancelar encomendas de uvas para levante ano.
“A situação que se vive na região é preocupante e, ou se faz alguma coisa pelo pequeno e médio produtor, ou vamos, a limitado prazo, ver secção da região deixada ao desleixo”, afirmou à sucursal Lusa Berta Santos, dirigente da CNA.
O apelo é para a participação “em força” no protesto para invocar a atenção do Governo, e uma das revindicação é, pelo menos, a manutenção do mercê na vindima de 2025 ao invés de um galanteio porquê é defendido pelo transacção, que se queixa de quebras nas vendas e de ‘stocks’ cheios.
O mercê, que é a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto, foi de 90.000 pipas (550 litros cada) em 2024 e 104.000 em 2023.
“Não aceitamos cortes porque o mercê é aquilo que faz sobreviver o pequeno e médio produtor nesta região. Queremos melhores preços para as uvas, porque os custos de produção são enormes”, elencou ainda Berta Santos.
Com esta revelação pretende-se reclamar o escoamento e preços justos para as uvas, a proibição da compra de uvas aquém dos custos de produção, uma prioridade à bagaceira regional na produção de vinho do Porto, mais fiscalização na ingressão de mostos e vinhos oriundos de fora da região e a compra, pelo Estado, de ‘stocks’ excedentários das adegas cooperativas e atribuição à Mansão do Douro de uma capacidade “lícito e operacional” para estabilização dos ‘stocks’.
A revelação começa às 10h00 junto à estação do Peso da Régua, no sul do província de Vila Real, com os manifestantes a percorrerem a avenida até à rotunda Doutor João Araújo Correia.
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