advertisemen tVários funcionários do Ministério das Finanças foram detidos na terça-feira (2), na sede da instituição, em Maputo, por suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção relacionados com reembolsos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e pagamentos de dívidas do Estado a fornecedores de bens e serviços, informou uma fonte ligada ao processo, citada pelo portal de notícias Carta de Moçambique. Segundo a fonte, o edifício foi temporariamente encerrado enquanto decorriam buscas e diligências conduzidas pelos agentes de investigação. “Foram efectuadas prisões, ninguém podia sair nem entrar no Ministério, enquanto os agentes de autoridade faziam buscas e detenções”, referiu. As detenções estão associadas à alegada cobrança ilícita de valores a empresas privadas para acelerar reembolsos de IVA e desbloquear pagamentos do Estado. A fonte explicou que estes desenvolvimentos surgem na sequência da audição do director nacional do Tesouro, José Joãozinho Bandeira, realizada a 3 de Novembro pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).advertisement Na altura, uma fonte próxima do processo esclareceu que o responsavel não é arguido e foi ouvido apenas para explicar o funcionamento interno dos mecanismos de pagamento e gestão do Tesouro. “Conheço aquela pessoa, não tira nem um centavo do Estado. Foi ouvido para prestar esclarecimentos sobre o mecanismo de funcionamento do Tesouro”, disse. Apesar de não recair suspeita directa sobre o director nacional do Tesouro, a audição integra um quadro mais amplo de investigação sobre funcionários do Ministério das Finanças que, segundo denúncias, terão exigido “luvas avultadas” como condição para proceder ao reembolso do IVA ou ao pagamento de dívidas a empresas fornecedoras do Estado. O GCCC continua a recolher informação e a conduzir interrogatórios para determinar o número total de implicados e a extensão dos eventuais prejuízos causados ​​ao erário.advertisement

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