advertisemen tA presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou, nesta segunda-feira (24), durante a abertura da Cimeira União Africana-União Europeia, na capital angolana, Luanda, que a economia global está “mais conflituosa” e que, também por isso, “África e Europa precisam uma da outra mais do que nunca.” A responsável começou por fazer o diagnóstico: “O comércio global está mais politizado do que nunca. As tarifas e as barreiras comerciais estão a ser utilizadas de forma agressiva. Os controlos à exportação tornaram-se uma ferramenta para prejudicar os concorrentes e obter concessões. A sobrecapacidade global em certos campos estratégicos atingiu um nível sem precedentes.” Face a este cenário global, Ursula von der Leyen defendeu que muitas das respostas residem numa parceria mais forte entre europeus e africanos. E que o ponto de partida é o comércio. “A Europa já é, de longe, o vosso principal parceiro comercial. Um terço do comércio total de África é com o ‘Velho Continente’, e África exporta para lá mais do dobro do que para a China. A maior parte do nosso comércio já é isento de direitos aduaneiros e quotas há décadas, graças aos nossos acordos de comércio livre e regimes preferenciais”, lembrou a responsável. “Mas vejo margem para expandir ainda mais as nossas relações comerciais. Neste momento, em todo o continente, estamos a construir novas infra-estruturas para ligá-lo a África”, salientou, numa alusão ao Corredor do Lobito, cujo investimento supera os dois mil milhões de euros. “E enquanto ligamos África aos mercados globais, estamos também a apoiar o comércio dentro do continente. Esta é a melhor maneira de as empresas crescerem e de se prepararem para a concorrência global”, anuiu. A líder europeia afirmou ainda que “junto com o comércio vem o investimento”, tendo mencionado a iniciativa Global Gateway, cujo propósito passa também por criar indústria e empregos locais, ao contrário de “outros investidores” que “contratam trabalhadores estrangeiros”, que “perfuram, exploram e lavam os lucros”, afirmou. Por fim, lamentou que dos dois biliões de dólares investidos em energia limpa em 2024, apenas 2% tenham ido para África, quando este continente detém 60% do potencial solar do mundo. “É por isso que, juntamente com o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e a Global Citizen, lançámos uma campanha. Chamámos-lhe Scaling Up Renewables in Africa (aumentar as energias renováveis ​​em África). E no Grupo dos 20 (G20), no início desta semana, alcançámos 15,5 mil milhões de euros em compromissos globais. Trabalharemos com o sector privado para expandir a energia limpa em África e levar electricidade a pelo menos 100 milhões de pessoas até 2030”, prometeu. A União Europeia é constituída por 27 países, e a União Africana por 55 nações, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Fonte: Lusa

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