A Organização das Nações Unidas para a Ensino, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reforçou o seu compromisso com África, que representa exclusivamente 9% dos sítios inscritos uma vez que património mundial. A posição foi manifestada pela directora-geral da organização, Audrey Azoulay, na lisura da 47.ª sessão do Comité do Património Mundial, que decorre esta semana em Paris, França.
A responsável destacou a geração de programas de formação especializada para arqueólogos, arquitectos e professores de património. O objectivo é “implementar programas e ferramentas para substanciar as competências de uma novidade geração de profissionais africanos”.
A sessão, iniciada na segunda-feira, 7 de Julho, visa explorar até domingo as novas candidaturas à lista de património mundial. A UNESCO definiu uma vez que prioridade estratégica estribar os 11 países africanos que ainda não conseguiram ver nenhum dos seus sítios inscritos.
Entre os locais propostos estão as “águas azul-turquesa do arquipélago dos Bijagós (Guiné-Bissau), os seus mangais, reservas excepcionais da biosfera, o Parque Vernáculo de Maputo, um dos cinco locais indicados com ‘extraordinário potencial’”, muito uma vez que as florestas de Gola Tiwai (Serra Leoa), as Montanhas Mandara (Camarões) e o Monte Mulanje (Maláui).
O esforço da UNESCO e da sua directora-geral em relação ao continente africano foi também realçado por Lazare Eloundou Assomo, director do Núcleo do Património Mundial. “Desde a sua chegada em 2018, Audrey Azoulay fez de África não só a sua primazia, mas também uma das prioridades globais da UNESCO. E começamos a ver resultados muito positivos”, afirmou.
O orçamento talhado a África deverá simbolizar 27% do totalidade da UNESCO até finais deste ano. No entanto, os números oficiais revelam que o continente ainda está sub-representado, com exclusivamente 108 sítios inscritos na África Subsaariana, num universo global superior a 1200 locais.
Desde a dezena de 1990, a UNESCO tem incluído mais “culturas vivas” na lista do património mundial, que anteriormente estavam pouco representadas. Isso permitiu a inclusão de locais sagrados e construções de barro, valorizados pelo seu significado místico, social ou simbólico.
Apesar dos progressos, Eloundou Assomo e Audrey Azoulay alertaram para os riscos. “O aumento dos conflitos armados, o aquecimento global e a exploração dos recursos mineiros e petrolíferos são desafios que podem pôr em transe os sítios africanos”, disse o director do Núcleo do Património Mundial. “A questão do património deve ser encarada uma vez que um meio de contribuir para o desenvolvimento, a que muitos países aspiram naturalmente”, acrescentou a directora-geral da UNESCO.
Manadeira: Lusa
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