advertisemen tO Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA) previu, nesta segunda-feira, 26 de Janeiro, que as economias africanas cresçam 4% este ano e 4,1% em 2027, acelerando ligeiramente face aos 3,9% do ano passado, noticiou a Lusa. “O crescimento económico em África deverá aumentar para 4% em 2026 e 4,1% em 2027, contra 3,5% em 2024 e 3,9% em 2025; a aceleração reflecte uma maior estabilidade macroeconómica em várias grandes economias, apoiando o investimento e os gastos dos consumidores”, lê-se no relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspectivas para 2026 (WESP 2026), apresentado na sede da Comissão Económica das Nações Unidas para África, em Adis Abeba, Etiópia. “Apesar das perspectivas positivas, os elevados custos do serviço da dívida, o limitado espaço orçamental e a volatilidade dos preços das matérias-primas continuam a pesar sobre as perspectivas de crescimento inclusivo e sustentável em África”, afirmou o director da Divisão de Macroeconomia, Financiamento e Governação, Stephen Karingi. No documento, o UNDESA diz que o crescimento de África continua resiliente, “mas enfrenta ventos contrários devido à diminuição da ajuda pública ao desenvolvimento, ao aumento das barreiras comerciais e a um ambiente comercial e financeiro global incerto”. Entre os principais desafios do continente, o UNDESA salienta a “lenta e desigual” implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), o fim da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA) e o problema do endividamento excessivo. “O rácio entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) de África está estimado em 63% em 2025, permanecendo bem acima dos níveis pré-pandémicos, com o pagamento de juros a absorver quase 15% das receitas do Governo”, alerta o UNDESA, salientando que, apesar do regresso aos mercados internacionais em 2025, “cerca de 40% dos países africanos continuam em situação de sobreendividamento ou em risco elevado de sobreendividamento.” Tabela com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e suas previsões de crescimento económico em 2026 e 2027 Esta limitação da margem orçamental “continua a restringir as despesas de desenvolvimento, mesmo com o avanço dos esforços de reforma e consolidação em algumas das maiores economias da região”, conclui-se no relatório.

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