
No seu último ato enquanto ministra da Cultura (o ministério extingue-se no novo executivo) Dalila Rodrigues exigiu que o presidente do parecer de gestão do Núcleo Cultural de Belém (CCB) demitisse Aida Tavares, diretora artística para as Artes Performativas e Pensamento.
Aida Tavares disse ao jornal Público que foi afastada esta tarde já depois de ter sido anunciado o novo executivo (que só entra em funções amanhã). A destituição terá sido transmitida por Nuno Vassallo e Silva e Madalena Reis, presidente e vogal do parecer de gestão, que justificaram a sua destituição com a premência de lançar um concurso para o lugar.
“Disse-me ainda que não se revia na programação que eu tinha apresentado, mas quando lhe perguntei porquê não soube responder-me. Com os resultados de públicos que esta lar tem tido, com a avaliação de desempenho que tive, que foi boa, só posso entender esta minha exoneração porquê um ato político – o último ato político da ministra da Cultura”, disse Aida Tavares ao jornal quotidiano.
Ao Público, Vassalo e Silva assegurou que Aida Tavares “não foi despedida nem afastada”. “O que lhe dissemos foi que íamos furar um concurso internacional para o lugar que ela ocupa para o legitimar, para o tornar transparente”, referiu o presidente do parecer de gestão do CCB. O historiador de arte foi nomeado pela ex-ministra da cultura e tomou posse primeiro do CCB em janeiro deste ano, depois do isolamento de Francisca Carneiro Fernandes, uma escolha de Pedro Adão e Silva, último ministro da Cultura de António Costa.
Francisca Carneiro Fernandes tinha sido nomeada no término de 2023 e foi exonerada por Dalila Rodrigues no último dia útil do prazo lícito para a distanciar sem premência de fundamentar a decisão ou de remunerar uma indemnização.
No enviado em que anunciava a chegada de Aida Tavares à equipa em 2023, o CCB justificava a escolha classificando-a porquê “uma das mais reconhecidas programadoras culturais nacionais, com um trajectória firmado na internacionalização da geração contemporânea portuguesa” e fazendo referência ao seu trabalho em várias autarquias da dimensão metropolitana de Lisboa”.
Mais tarde, Dalila Rodrigues disse que esta contratação tinha sucedido no contextura de uma cultura de “cunhas” promovida pelo governo socialista.
O Ministério da Cultura foi dissolvido na novidade legislatura de Luís Montenegro. Com estas alterações, Dalila Rodrigues é substituída por Margarida Balseiro Lopes, até agora ministra da Juventude e Modernização. Balseiro Lopes foi reconduzida no XXV Governo Constitucional, passando a aglomerar também as pastas da Cultura e Desporto.
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