O primeiro-ministro garantiu esta quinta-feira subsistir uma “posição possante” entre os líderes da União Europeia (UE) para instalar ao termo do “flagelo humanitário” em Gaza, devido à ofensiva israelita, esperando colaboração das partes envolvidas no conflito para testificar assistência.
“Eu creio que há uma posição muito possante do Juízo [Europeu] relativamente à urgência de se pôr cobro às dificuldades que são, de facto, gravíssimas, intoleráveis no base humanitário”, disse Luís Montenegro, chegando à cimeira europeia, em Bruxelas.
Falando aos jornalistas portugueses à ingresso para leste Juízo Europeu, no qual será discutida a instabilidade no Médio Oriente, o patrão de Governo acrescentou: “Desse ponto de vista, espero, sinceramente, que as partes possam colaborar de maneira a terminar com o flagelo humanitário que hoje afeta a região de Gaza”.
Os líderes europeus vão hoje discutir o base à Ucrânia face à invasão russa e pedir uma solução diplomática para o Médio Oriente, entre Israel e Irão, posteriormente uma cimeira da NATO centrada no reforço militar.
Os chefes de Governo e de Estado da UE reúnem-se em Bruxelas naquela que é a terceira reunião ordinária presidida pelo atual presidente do Juízo Europeu, António Costa, sendo à semelhança das anteriores muito marcada pela atualidade geopolítica.
Previsto está que apelem à contenção das tensões no Médio Oriente, que têm vindo a intensificar-se devido à recente escalada militar entre Israel e o Irão e à deterioração da situação humanitária na Fita de Gaza pela ofensiva israelita.
Um documento da diplomacia comunitária, discutido na segunda-feira pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do conjunto europeu, admite indícios que Israel terá violado o convénio de associação com a UE, especificamente o cláusula 2.º, sobre obrigações de respeitar os direitos humanos, com as suas ações em Gaza.
Esse relatório será discutido pelos líderes da UE, sendo que o ponto mais difícil da cimeira europeia deverá precisamente prender-se com estas conclusões. Alguns Estados-membros veem uma vez que “incabível o uso desproporcionado da força por segmento de Israel” e querem ver isso refletido no texto, enquanto outros países se recusam a apontá-lo, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela Lusa.
De convénio com o mais recente rascunho das conclusões deste Juízo Europeu a que a Lusa teve entrada, texto que terá ainda de ser sancionado, os líderes da UE vão evidenciar “a catastrófica situação humanitária em Gaza e os últimos desenvolvimentos no que respeita ao Irão”.
Portugal está representado na reunião pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
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