A União Africana (UA) foi instada por funcionários e decisores políticos africanos a aumentar o investimento em serviços de informação meteorológica e climática, com o objectivo de preparar melhor o continente para os impactos provocados pelas alterações climáticas. O apelo foi feito esta segunda-feira (23), em Windhoek, capital da Namíbia.
O pedido foi apresentado durante o fórum conjunto do Programa de Serviços Climáticos e Aplicações Relacionadas (ClimSA), que reúne países de África, Caraíbas e Pacífico, e do Espaço de Alerta Precoce em África (SEWA). O encontro teve início na segunda-feira e decorre até sábado.
Segundo Moses Vilakati, comissário da UA para a lavra, desenvolvimento rústico, economia azul e envolvente sustentável, “o investimento em serviços climáticos tem uma potente relação custo-benefício, com potenciais retornos que ultrapassam largamente o investimento inicial”.
O comissário defendeu que agricultores, cientistas, decisores políticos e instituições meteorológicas devem ter chegada à informação recolhida por estações de previsão em todo o mundo, de forma a prometer dados “atempados, fiáveis e adaptados ao utilizador”.
Vilakati explicou que esses dados podem ser fornecidos por agências nacionais, regionais e multilaterais que trabalham com meteorologia e estudo climática, reforçando a relevância de uma colaboração mais ampla e coordenada a nível continental.
Por sua vez, Jonas Sheelongo, do Ministério das Obras Públicas e dos Transportes da Namíbia, alertou que “as alterações climáticas estão mesmo à nossa porta”, tendo sublinhado a urgência de se melhorarem os serviços de dados por satélite e afirmado que “há urgência de agir através de estratégias melhores e mais direccionadas”.
Porquê epílogo, Sheelongo destacou uma vez que prioridades a modernização das redes de reparo e o reforço dos sistemas de alerta precoce. “África está na risca da frente da crise climática, mas também está na risca da frente das oportunidades”, salientou. O fórum conta com a participação de decisores políticos africanos, da Comunidade de Desenvolvimento da África Meridional e da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico.
Painel