
O setor do turismo gerou proveitos totais na ordem dos dois milénio milhões de euros no segundo trimestre do ano, significando um salto de 9,4% face ao período homólogo e de 4,6% em relação aos três meses anteriores. Já as dormidas foram responsáveis por 1,6 milénio milhões de euros entre abril e junho, um aumento de 9,8% em relação ao segundo trimestre de 2024 e de 4,1% face aos primeiros três meses do ano. Os dados dos Instituto Vernáculo de Estatística (INE) mostram que Portugal registou 9,2 milhões de hóspedes no setor do alojamento turístico entre abril e junho deste ano, mais 4,4% face a igual período do ano pretérito e 23 milhões de dormidas em igual período, mais 4,2% que em 2024. Ainda que as dormidas de residentes em solo pátrio tenham apresentado a maior subida – na ordem dos 7,6% -, os mercados externos continuaram dominantes. No segundo trimestre, as pernoitas de residentes atingiram as 6,4 milhões, enquanto as estrangeiras totalizaram 16,7 milhões, num aumento de 2,9%. “Oriente é o terceiro trimestre seguido em que a taxa de incremento das dormidas é maior no mercado interno do que nos não residentes”, destaca o INE, salientando uma subtracção do peso dos mercados externos em termos homólogos. O INE mostra que a Grande Lisboa foi a região que apresentou a maior sujeição de turistas no segundo trimestre, com os mercados externos a representarem 82,9% do totalidade de dormidas, seguida da Região Autónoma da Madeira (82,4%) e do Algarve (81,4%). Porém, o “Algarve foi a região que concentrou mais dormidas no segundo trimestre (27,1% do totalidade), seguido da Grande Lisboa (23,4%) e do Setentrião (17,8%)”. O órgão estatístico evidencia ainda que os residentes concentraram-se no Setentrião e os estrangeiros optaram pelo Algarve. Quando analisados os dados do primeiro semestre, o INE dá conta da chegada de 14,9 milhões de hóspedes e de 36,4 milhões de dormidas. Os proveitos totais aumentaram 7,8% para três milénio milhões de euros, enquanto os proveitos com as dormidas subiram 8% para 2,3 milénio milhões de euros. Nos primeiros seis meses do ano, os portugueses aumentaram as suas dormidas turísticas no território, com estas a aumentarem 6% para 10,7 milhões de dormidas, enquanto as de não residentes cresceram 1% para 25,8 milhões de euros.
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