O balanço provisório das autoridades angolanas aponta para 22 mortos, 197 feridos e 1.214 detenções, nos dois dias de tumultos registados na província de Luanda, durante uma paralisação de taxistas, avançou esta quarta-feira o Governo. Os dados foram avançados pelo ministro do Interno de Angola, Manuel Varão, no final da reunião do Parecer de Ministros, onde foi pretérito o ponto da situação dos dois últimos dias, marcado por atos de vandalismo na capital angolana. Os atos de violência aconteceram na sequência da paralisação por três dias dos serviços de táxis, convocada por associações e cooperativas de táxis, em protesto face à subida do preço dos combustíveis e das tarifas de transportes públicos. No início deste mês, o preço do gasóleo passou de 300 para 400 kwanzas por litro (0,28 para 0,37 euros), no contextura da retirada gradual pelo Governo do subvenção aos combustíveis, iniciada em 2023, levando a um reajuste das tarifas dos transportes públicos. Face à subida do preço do gasóleo, a Dependência Pátrio de Transportes Terrestres (ANTT) passou de 200 (0,19 euros) para 300 kwanzas (0,28 euros) o preço do serviço de táxis coletivos (transporte ocasional de passageiros) e de 150 (0,13 euros) para 200 kwanzas (0,19 euros) a tarifa do serviço de autocarros urbanos. Os grevistas sublinham que passaram mais de 15 dias sem o Governo “ouvir o grito de socorro dos taxistas”, por isso “as Associações e Cooperativas de taxistas ANATA, ATA, CTMF, ATLA, CTCS, 2PN, AB-TAXI” decidiram paralisar os serviços.

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts