O presidente dos Estados, Donald Trump, garantiu, esta segunda-feira, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está a cooperar com as autoridades norte-americanas e afastou a realização de eleições no país sul-americano num futuro próximo. “Tenho a impressão de que ela está a cooperar. Eles precisam de ajuda. E tenho a impressão de que (Rodriguez) ama o seu país e quer que ele sobreviva”, apontou numa entrevista telefónica à estação NBC News, sobre a mulher que era vice-presidente de Nicolás Maduro antes do líder ser capturado no sábado pelas forças norte-americanas. Trump acrescentou que não houve qualquer contacto de Washington com Rodríguez antes da operação militar.A administração Trump já tinha designado Rodríguez como interlocutora de Caracas ainda antes da sua tomada de posse, à frente da líder da oposição, María Corina Machado, e de Edmundo González Urrutia, o candidato que desafiou Maduro nas polémicas eleições presidenciais de 2024 e que a oposição considera o presidente eleito da Venezuela.Quer Trump, quer o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertaram veementemente Rodríguez para consequências “muito piores” do que as sofridas por Maduro, caso a presidente interina não cumpra as directrizes de Washington.O líder norte-americano também exigiu a Rodríguez “acesso total” ao petróleo venezuelano e a outros recursos e infraestruturas. Na mesma entrevista, o governante republicano afastou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, até que o país “recupere a sua saúde”.”Primeiro, temos de consertar o país. Não é possível haver eleições. Não há forma de as pessoas votarem”, frisou Trump. O republicano garantiu ainda que os EUA não estão em guerra com o país sul-americano: “Estamos em guerra com quem vende droga. Estamos em guerra com quem esvazia as suas prisões no nosso país, envia os seus toxicodependentes e os seus hospitais psiquiátricos para o nosso país”, destacou. Trump adiantou que os seus secretários de Estado e da Guerra, Marco Rubio e Pete Hegseth, respetivamente, e o conselheiro para assuntos de segurança nacional e migração, Stephen Miller, serão responsáveis ​​pela coordenação da transição na Venezuela. O chefe de Estado norte-americano também incluiu o seu vice-presidente, JD Vance, na equipa encarregada da Venezuela, embora Vance tenha permanecido em segundo plano desde o grande destacamento militar e de operações especiais em Caracas.Questionado sobre quem, dentro deste grupo, seria o principal responsável pelas decisões sobre a Venezuela, Trump afirmou simplesmente que teria a palavra final. Rubio, Hegseth e outros responsáveis ​​vão discutir a situação da Venezuela e os planos do Governo norte-americano para o futuro daquele país com a liderança da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA, bem como com membros importantes das comissões de inteligência e de segurança nacional. Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de Março. A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas. (RM /NMInuto)

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