
O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que visitará a Venezuela, sem dar uma data, horas depois de Washington ter autorizado cinco empresas petrolíferas a retomar as operações no país. “Vou para a Venezuela, mas ainda não decidimos quando”, afirmou Donald Trump a jornalistas na Casa Branca. Trump ressaltou que os Estados Unidos reconhecem o governo da presidente interina venezuelana, Dercy Rodríguez, como autoridade oficial na Venezuela. “Estamos lidando com eles”, disse o presidente americano, acrescentando que Rodríguez está fazendo um “trabalho muito, muito bom” e a relação bilateral “é sólida”. Donald Trump destacou ainda o acordo para reabrir o mercado venezuelano de petróleo bruto às empresas estrangeiras sob controle de Washington, observando que as refinarias norte-americanas no golfo do México, especializadas em petróleo bruto pesado, desempenham papel central no processo. Enquanto isso, o Departamento do Tesouro aprovou licenças que permitem à britânica BP, à anglo-neerlandesa Shell, à italiana Eni, à espanhola Repsol e à norte-americana Chevron retomar e/ou ampliar atividades na Venezuela. A Chevron já operava no país sob uma isenção anterior. De acordo com as novas autorizações, os contratos são regidos pela lei norte-americana e eventuais disputas serão resolvidas nos Estados Unidos. Os pagamentos devem ser feitos por meio de contas aprovadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Uma segunda licença autoriza novos investimentos, incluindo exploração de novos campos ou expansão de operações existentes, estabelecendo condições destinadas a impedir que as transações beneficiem interesses da Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba ou China. A decisão veio na esteira da incursão militar dos EUA que levou à captura do líder venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro. Desde então, Trump tem defendido a reativação da exploração de petróleo e gás venezuelanos sob patrocínio dos Estados Unidos, prometendo que os dois países dividirão os lucros. O secretário de Energia, Chris Wright, esteve em Caracas nesta semana, onde prometeu um “aumento drástico” na produção de petróleo. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu neste mês com representantes da Repsol e com executivos da empresa francesa Maurel & Prom, que não faz parte da lista divulgada por Washington.
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