advertisemen tA empresa estatal sul-africana de logística e transporte Transnet assinou um acordo de concessão de 25 anos com a Outeniqua Choo Tjoe Company (OCTC) para restaurar, operar e gerir a icónica linha férrea no Cabo Ocidental e o comboio a vapor Outeniqua Choo, depois de quase 20 anos de inoperância. O acordo, anunciado oficialmente numa cerimónia de assinatura na cidade de George, na segunda-feira (26), representa um marco na recuperação do serviço do comboio a vapor, que operou pela última vez em 2006 e abre caminho para a restauração e reabertura faseada da linha panorâmica entre George e Knysna, segundo informou o Moneyweb. A directora-executiva da Transnet, Michelle Phillips, descreveu o acordo como “um modelo de colaboração público-privada. O OCTC é mais do que uma linha férrea; é um tesouro nacional”. Philips esclareceu ainda que “esta parceria garante o seu regresso como uma experiência patrimonial de nível mundial que trará valor significativo social, cultural e económico para a região”. A Outeniqua Choo Tjoe Company, descrita como um consórcio privado com vasta experiência em caminhos-de-ferro históricos, estará na liderança do projecto. O seu foco será o turismo sustentável, a criação de empregos e o envolvimento comunitário. Alan McVitty, director-executivo da Outeniqua Choo Tjoe Company, manifestou entusiasmo pela iniciativa. “O nosso objectivo é dar nova vida ao Choo Tjoe, preservando o seu encanto enquanto proporcionamos uma experiência ferroviária segura, memorável e com impacto económico para residentes e visitantes”, afirmou. O OCTC foi o último comboio a vapor de bitola estreita em tamanho real na África do Sul a operar um serviço regular e é reconhecido pela sua espectacular rota costeira. A Transnet afirmou que a concessão faz parte da sua estratégia de desbloquear valor de activos não essenciais através de parcerias que preservem o património e promovam o turismo regional.
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