a d v e r t i s e m e n tO presidente da petrolífera francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanne, afirmou, nesta sexta-feira (13), que a empresa vai apoiar o desenvolvimento de projectos locais de electricidade em África, exemplificando com a possibilidade de exportar o gás de Moçambique para a África do Sul.

“Pode-se imaginar trazer gás natural liquefeito (GNL) para um terminal no sul de Moçambique, construir uma central a gás e exportar electricidade (para a África do Sul), usando parte da energia também para Moçambique”, afirmou Patrick Pouyanne na apresentação de resultados relativos ao ano passado.

“Precisamos de encontrar um bom equilíbrio entre as exportações e o desenvolvimento local”, disse Pouyanne, citado pela agência de informação financeira Bloomberg, acrescentando que a TotalEnergies deve “contribuir para o fornecimento de energia no continente”.

O consórcio Mozambique LNG retomou oficialmente a 29 de Janeiro a construção do projecto de produção e exportação de GNL na baía de Afungi, suspenso desde Abril de 2021, quando a TotalEnergies acionou a cláusula de ‘força maior’ devido aos ataques terroristas.

Quatro anos e meio depois, em Outubro de 2025, após reconfirmado o financiamento internacional ao projecto e alegando melhorias das condições de segurança na zona, a TotalEnergies, líder do consórcio da Área 1 da bacia do Rovuma, levantou a cláusula e iniciou o processo de retoma.

A TotalEnergies indica que a primeira entrega de GNL da primeira linha a instalar em Afungi passou de Julho de 2024, como estava previsto antes da paragem, para o primeiro semestre de 2029.

Moçambique tem três megaprojectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de GNL da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado, incluindo este da TotalEnergies e outro da ExxonMobil (18 milhões de toneladas por ano (mtpa)), de 30 mil milhões de dólares que aguarda decisão final de investimento, ambos na península de Afungi.

Soma-se o da italiana Eni, que já produz desde 2022, cerca de sete mtpa, a partir da plataforma flutuante Coral Sul, que será duplicada a partir de 2028 com a segunda plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares.

Em 2024, a TotalEnergies comprou participações em projectos hidroeléctricos no Uganda, onde também tem um oleoduto que deverá começar a exportar este ano.

A TotalEnergies obteve um lucro líquido de 13 100 milhões de dólares em 2025, menos 17% face a 2024.

De acordo com os resultados divulgados em comunicado, o resultado líquido ajustado do grupo, que exclui elementos não recorrentes, foi de 15 600 milhões de dólares, o que representa uma queda de 15%.

Fonte: Lusa

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