A TotalEnergies confirmou que pretende iniciar a produção de gás oriundo liquefeito (GNL) em 2029, no quadro do megaprojecto Mozambique LNG, estimado em murado de 20 milénio milhões de dólares (1,3 biliões de meticais), na província de Cabo Franzino.

A garantia foi dada pelo director-executivo da companhia francesa, Patrick Pouyanné, numa entrevista concedida ao jornal Nikkei Asia, onde destacou os progressos na estabilização da região e o progresso dos trabalhos de engenharia, que continuaram fora do País, mesmo depois a suspensão das obras em 2021, na sequência dos ataques armados reivindicados por insurgentes.

“A produção começará em 2029. Continuámos com os trabalhos de engenharia. Com a hodierno firmeza, acredito que conseguiremos organizar e alojar todos os trabalhadores necessários para edificar a unidade de liquefacção”, disse Pouyanné.

A confirmação surge dias depois de o Presidente da República, Daniel Chapo, ter defendido publicamente, no domingo (22 de Junho), que a TotalEnergies deve levantar formalmente a cláusula de “força maior”, accionada em 2021 pela empresa devido à intensificação da violência armada.

“Por mais que se assine um projecto de desenvolvimento, sem o levantamento da força maior não estaremos a fazer zero. É a TotalEnergies que deve levantá-la”, sublinhou o superintendente do Estado, em entrevista a vários órgãos de informação.

O Governo moçambicano e a multinacional francesa têm mantido um diálogo regular no sentido de viabilizar a retoma das obras e prometer condições seguras e sustentáveis para os milhares de trabalhadores que serão mobilizados para o projecto.

O Mozambique LNG é descrito porquê um dos maiores empreendimentos energéticos da história de África. O projecto contempla a exploração dos campos Golfinho e Atum, na Extensão 1 Offshore da bacia do Rovuma, onde se estima existirem mais de 60 Tcf de gás oriundo — o equivalente a respeito de 1,7 biliões de metros cúbicos, volume suficiente para abastecer várias economias durante décadas. Desses recursos, 18 Tcf serão utilizados na período inicial.

A produção de GNL começará, previsivelmente, em 2029

A fábrica de liquefacção — a ser construída em terreno firme — terá uma capacidade anual de produção estimada em 12,8 milhões de toneladas. Esta infra-estrutura é encarada porquê um pilar estratégico para a economia moçambicana, com potencial para gerar receitas elevadas, promover a industrialização e posicionar Moçambique porquê actor relevante no mercado energético global.

A Totalidade E&P Mozambique Area 1, Ltd., subsidiária da TotalEnergies, lidera o consórcio com uma participação de 26,5%. Os restantes parceiros são: ENH Rovuma Area 1, S.A. (15%), Mitsui (20%), ONGC Videsh (10%), Beas Rovuma Energy (10%), BPRL Ventures (10%) e PTTEP (8,5%).

Em Março de 2025, o banco norte-americano US ExIm Bank revalidou um financiamento de 4,7 milénio milhões de dólares (296 milénio milhões de meticais), passo determinante para testificar a retoma do projecto. Encontra-se também em período de negociação um novo pacote de financiamento suplementar, estimado em murado de 7 milénio milhões de dólares (441 milénio milhões de meticais), a ser reservado por instituições financeiras dos Estados Unidos.

Nascente: Nikkei Asia

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