advertisemen tO presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, anunciou nesta quinta-feira, 29 de Janeiro, um apoio adicional de 2,6 milhões de euros da petrolífera francesa para as vítimas das cheias que afectaram o País. “A TotalEnergies expressa a sua solidariedade com o Governo e o povo de Moçambique por este infeliz acontecimento que afecta as províncias de Gaza, Maputo e Sofala”, disse o responsável durante o acto que marcou a retoma oficial da construção do megaprojecto de gás natural em Afungi, Cabo Delgado. A TotalEnergies oficializou a retoma do projecto Mozambique LNG, na península de Afungi, província de Cabo Delgado, paralisado há quatro anos e meio devido à insurgência armada no norte do País. Avaliado em 20 mil milhões de dólares, este é o maior investimento privado actualmente em curso em África e marca uma nova fase na exploração do gás natural moçambicano. A produção estimada é de 13 milhões de toneladas por ano de GNL, estando o desenvolvimento já em cerca de 40%. Além da TotalEnergies, participam no consórcio empresas como a japonesa Mitsui, a moçambicana ENH, a tailandesa PTT e as indianas ONGC, Bharat Petroleum e Oil India. O empreiteiro responsável pela construção é o CCS JV, um consórcio formado pelas firmas Saipem, McDermott e Chiyoda. Intervindo durante a cerimónia que contou também com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, Patrick Pouyanné afirmou que a ajuda foi mobilizada em estreita coordenação com o Executivo nacional e que serve para responder às necessidades humanitárias urgentes. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 ​​escolas danificadas. Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do País, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro. União Europeia, Estados Unidos da América, Angola, Portugal, Noruega, Japão e África do Sul já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts