Na apresentação do Boletim Parcimonioso de junho, em Lisboa, Mário Centeno quis deixar um alerta sobre o mercado de trabalho, que tem sido um “pilar” da atividade económica.
“Temos seis meses consecutivos de devastação líquida de postos de trabalho, não de ofício, a última vez que isto aconteceu foi no primeiro trimestre de 2013, é daqueles alertas que cabem ao BdP fazer em áreas sensíveis”, destacou o governador.
Esta dimensão é ainda mais sensível, argumentou, já que “as mudanças no mercado de trabalho tendem a ser abruptas”, mesmo quando não são de grande dimensão.
As primeiras manifestações costumam ser na taxa de contratações e na taxa de devastação de ofício (separações), notou, sendo precisamente nesses indicadores que tem existido uma mudança na tendência nos últimos meses.
Centeno, que está a aproximar-se do final do procuração primeiro do BdP, reiterou que deixa oriente alerta porque “boa secção da saúde da economia portuguesa e da dimensão do euro sustenta-se no mercado trabalho”.
“E a complacência é alguma coisa que devemos evitar em política económica”, acrescentou.
Neste boletim, o BdP prevê um abrandecimento do ofício e dos salários, com a taxa de desemprego a manter-se estabilizada em 6,4%.
Leia Também: Mário Centeno diz que estará “sempre disponível para o país”
Painel