
Tecnológicas voltam a derrubar Ásia. Europa e EUA apontam para recuperação
As principais praças asiáticas encerraram a derradeira sessão da semana pintadas de vermelho, numa altura em que os investidores continuam a questionar as grandes avaliações das empresas e se o grande capital investido em inteligência artificial (IA) vai mesmo dar retorno no longo prazo. Já pela Europa e EUA, depois de uma sessão em que estas preocupações dominaram e atiraram os principais índices para perdas avultadas, a negociação de futuros aponta, agora, para uma recuperação.
“Se olharmos para o setor da IA, vemos que há muita especulação”, explica Mark Mobius, um investidor veterano em mercados emergentes, à Bloomberg. “Esperamos que haja uma correção nas empresas que estão enfatizando a IA e gastando biliões de dólares. Isso não significa que a IA vai desaparecer, mas os gastos atuais são excessivos”, completa.
As praças com uma grande presença do setor tecnológico continuam a ser as mais castigadas pelos investidores, isto depois de na quinta-feira o Nasdaq Composite já ter recuado mais de 2%. Esta sexta-feira, foi a vez do sul-coreano Kospi ceder 1,8% e o japonês Nikkei 225 cair 1,2%, fechando a semana com perdas de 4,1%, – o pior saldo desde abril deste ano, quando o anúncio da política comercial de Donald Trump abalou os mercados e atirou as ações ao tapete.
As fabricantes de “chips” asiáticas figuraram entre as maiores perdedoras nesta sessão, mas o SoftBank acabou por ser a cotada a centrar atenções. O banco nipónico, que é um grande investidor no setor tecnológico, caiu quase 7%, encerrando a semana com um saldo negativo de cerca de 20%. As perdas foram, no entanto, atenuadas por notícias de que a instituição financeira considerou comprar a Marvell Technology no arranque do ano.
Já os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite caíram, respetivamente, 1% e 0,2%, pressionados ainda por uma redução nas exportações da China em outubro, que recuaram 1,1%. Foi a primeira queda mensal desde fevereiro, num mês marcado por um vaivém de tensões comerciais entre a segunda maior economia do mundo e os EUA.
Painel