A Syrah Resources, cotada na bolsa australiana, e a sua subsidiária Twigg Exploration and Mining receberam um desembolso de 415 milhões de meticais (6,5 milhões de dólares) da Corporação Financeira para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC), talhado ao relançamento da mina de grafite de Balama, em Cabo Magro.
Segundo a empresa, o financiamento será aplicado em capital operativo e de sustentação das actividades, posteriormente dez meses de suspensão motivada pela instabilidade política e social resultante das eleições gerais de 2024. A Syrah prevê levantar, em Outubro, mais 288 milhões de meticais (4,5 milhões de dólares) no contexto da regeneração do mesmo empréstimo.
A companhia dispõe ainda de uma traço de crédito suplementar de 4,8 milénio milhões de meticais (75 milhões de dólares) junto da DFC, embora a sua disponibilização dependa de novas condições, não havendo garantias de realização.
A paralisação da mina teve início em Dezembro de 2024, quando a empresa declarou “força maior” devido à crise política e social instalada posteriormente as eleições, que provocaram protestos violentos, resultando em 390 mortos e graves prejuízos económicos.
A instabilidade levou à suspensão das operações, à dispensa de trabalhadores e a atrasos no transporte de materiais, com impacto súbito no valor das acções da Syrah Resources, que caíram 28%, e em incumprimentos de empréstimos concedidos pelo Governo norte-americano.
Num enviado divulgado a 23 de Julho, a mineradora anunciou a retoma das exportações de grafite, um mês posteriormente reiniciar a produção. Uma trouxa encontra-se já a ser embarcada no porto de Pemba, enquanto outro carregamento está previsto para Setembro.
A Syrah sublinha que conta com o esteio da DFC para confirmar a perenidade das operações, além de financiamentos anteriores no valor de 15,9 milénio milhões de meticais (248 milhões de dólares), concedidos pela DFC e pelo Departamento de Vigor dos EUA para sustentar a mina de Balama e edificar uma unidade de processamento nos Estados Unidos.
O levantamento da força maior no final de Julho e a retoma das exportações surgem porquê sinais positivos para a recuperação das operações em Balama, uma das maiores produtoras mundiais de grafite procedente, importante para baterias de veículos eléctricos.
Observadores destacam ainda que a aprovação, em Abril, da lei do concordância político para pacificar Moçambique, incluindo a revisão constitucional, é vista porquê um passo importante para prometer segurança, solidificar a tranquilidade e atrair novos investimentos para o sector mineiro em Cabo Magro.
Painel