O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, evitou esta terça-feira uma guia parlamentar sobre as principais reformas da segurança social fazendo concessões, perante uma rebelião sem precedentes de parlamentares da sua maioria.


Na sexta-feira, o superintendente do governo trabalhista tinha tentado acalmar uma rebelião interna de mais de 120 deputados – quase um terço do seu grupo no Parlamento – fazendo concessões sobre nascente projeto, que visa restringir a elegibilidade para a obtenção de benefícios sociais por invalidez e doença na Inglaterra.


Forçado a ceder para evitar uma guia embaraçosa, o superintendente do executivo britânico anunciou que as novas condições de chegada aos benefícios só se aplicariam a futuros requerentes dos subsídios.


A votação acabou, assim, por ser favorável ao governo: 335 deputados aprovaram o texto e 260 votaram contra, uma maioria de 75 votos.


Mas a série de concessões importantes deixou o projeto de lei – que pretendia poupar milhares de milhões de libras aos cofres da segurança social do país – em frangalhos, a ponto de os críticos descreverem a legislação revista porquê uma “farsa”.


“Isso é uma capitulação totalidade”, afirmou Kemi Badenoch, líder da principal oposição conservadora, nas redes sociais.


“O projeto de lei trabalhista sobre o bem-estar social é agora uma totalidade perda de tempo. Vai poupar zero libras, não ajuda ninguém a encontrar um tarefa e não controla os gastos. É inútil”, sublinhou.


A ministra trabalhista Liz Kendall defendeu o projecto perante o Parlamento, dizendo que o sistema atual “não era sustentável para manter um estado de bem-estar protetor para as gerações futuras”.


O Secretário de Estado para Pessoas com Deficiência, Stephen Timms, entrou em contacto hoje com os parlamentares descontentes, anunciando que as mudanças não entrariam em vigor até uma consulta final.


Os cortes orçamentais propostos “pertencem a outra era e a outro partido”, tinha denunciado anteriormente Rachael Maskell, do Partido Trabalhista, a líder dos parlamentares descontentes, considerando que estavam “longe de uma das vocações do Partido Trabalhista: proteger os mais pobres”.


Esta rebelião é a maior dentro do partido desde a sua vitória esmagadora nas eleições gerais de julho de 2024 e mostra que a domínio de Starmer entre os seus apoiantes está a enfraquecer.


Representando a renovação, depois 14 anos de governo conservador, o ex-Procurador Universal da Inglaterra e do País de Gales também desfrutou de uma lua-de-mel de curta duração com os seus eleitores.


Inicialmente, a sua reforma pretendia poupar muro de 5 milénio milhões de libras (5,86 milénio milhões de euros) por ano até 2030. Mas os ganhos esperados, que tinham porquê objetivo ajudar a sanear as finanças públicas, poderão ser reduzidos para metade com esta última reviravolta.


“Um ano de Starmer, um ano de reviravoltas”, referiu hoje Nigel Farage, líder do partido de extrema-direita Reform UK, em franco propagação no país.


Esta é a terceira reviravolta do Primeiro-Ministro num mês, depois de ter recuado na extinção do esteio universal à calefação para aposentados e numa investigação pátrio sobre gangues de pedófilos, que finalmente autorizou.


Os parlamentares descontentes apontaram para as projeções oficiais de que as mudanças propostas pelo executivo poderiam levar mais 150.000 pessoas para uma situação de pobreza até 2030.


Um porta-voz de Downing Street disse que aquelas previsões continham um elemento de “incerteza” e não “refletiam o quadro universal”, incluindo o investimento em serviços de saúde para ajudar as pessoas a voltarem ao trabalho.


De tratado com uma sondagem publicada na semana passada pela YouGov, muitos eleitores que votaram no Partido Trabalhista há um ano já se afastaram manifestando-se em prol dos Verdes, dos Liberais Democratas ou até mesmo do Reform UK, o partido de extrema direita de Nigel Farage.


Alguns membros do Partido Trabalhista criticaram Starmer por ter-se tornado de direita demais nos seus esforços para combater o Reform UK, que agora é o predilecto nas próximas eleições, de tratado com as pesquisas, correndo o risco de deixar os valores e princípios do seu partido de centro-esquerda.

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