As bolsas norte-americanas encerraram em subida, fechando o primeiro semestre com sinal positivo muito à conta do bom desempenho de maio e – sobretudo – de junho. Os principais índices do outro lado do Atlântico ganharam terreno na última sessão dos primeiros seis meses de 2025, com a crescente expectativa de que a Suplente Federalista (Fed) norte-americana regresse aos cortes de juros a dar ânimo às ações.
O índice industrial Dow Jones fechou a somar 0,63% para 44.094,77 pontos. Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 0,52% para 6.204,95 pontos, tendo estabelecido um novo sumo histórico durante a sessão, superando pela primeira vez os 6.200 pontos, ao atingir os 6.215,08 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite registou uma subida de 0,47% para 20.369,73 pontos – e na negociação intradiária atingiu um recorde nos 20.418,31 pontos.
Para o bom desempenho no aglomerado dos primeiros seis meses do ano contribuiu sobretudo a magnífico performance do segundo trimestre. Com efeito, não foi um trimestre que tenha começado muito para as bolsas – que entraram em derrocada posteriormente o Presidente norte-americano anunciar as chamadas “tarifas recíprocas” a 2 de abril, naquele que apelidou de “dia da libertação”. Ou por outra, Donald Trump anunciou nesse mesmo dia um imposto universal de 10% aplicado a todas as importações para os EUA – e, nalguns casos, essa tarifa é até superior -, num universo que abrange em torno de 200 países.
Resultado: derrocada totalidade nas bolsas. Todo o mês de abril foi muito turbulento, até ser percetível que as tarifas seriam todas suspensas para negociações bilaterais. E foi logo que, em maio, os mercados acionistas do outro lado do Atlântico começaram a tornar ao virente, com a tendência a lucrar mais força em junho. A título de exemplo, o S&P 500 fechou o semestre a lucrar 5,61%, quando no início de maio ainda acumulava um saldo anual negativo.
E mais: posteriormente recuar 4,59% no primeiro trimestre do ano, o Standard & Poor’s 500 avançou 10% entre abril e junho – naquele que foi o seu melhor trimestre desde dezembro de 2023. Ou por outra, o índice de referência mundial já valorizou 24% desde que esteve à extremidade do “bear market” – quando atingiu o nível mais insignificante do ano, a 8 de abril.
A ajudar esteve o otimismo quanto à possibilidade de os EUA alcançarem acordos concretos com os seus maiores parceiros comerciais e também os menores riscos de escalada do conflito no Médio Oriente.
Os ganhos de junho foram liderados pelas tecnológicas, com a Nvidia a aproximar-se dos 4 biliões de dólares de capitalização bolsista.
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