O secretário do Estado na província de Sofala, Manuel Rodrigues, assegurou existir stock suficiente de produtos essenciais para responder às necessidades imediatas das populações afectadas pelas cheias, ao mesmo tempo que apelou à priorização do mercado local como estratégia para impulsionar a recuperação económica da região, segundo informou o jornal O País. Falando durante uma sessão do Comité Operativo de Emergência, realizada nos últimos dias, o governante sublinhou que é fundamental reforçar a produção interna, não apenas para o consumo de Sofala, mas também para apoiar outras províncias que enfrentam os efeitos das inundações. “É importante que os nossos parceiros considerem, sempre que possível, o recurso a fornecedores locais, contribuindo assim para o fortalecimento da nossa economia e para uma resposta mais eficaz às calamidades”, afirmou. Manuel Rodrigues alertou ainda para a necessidade de se investir em infra-estruturas resilientes, capazes de suportar fenómenos climáticos cada vez mais frequentes e intensos. “Não basta reconstruir; é preciso construir com futuro”, sublinhou. Na mesma ocasião, o governador da província, Lourenço Bulha, defendeu a disponibilização urgente de sementes e outros insumos agrícolas, numa altura em que decorrem os primeiros passos para o reassentamento de famílias afectadas e para o relançamento da campanha de produção. “Queremos muito as sementes, porque as pessoas vão sair dos centros de acomodação e, logo que tiverem os seus parcelamentos, vão precisar de produzir”, declarou. No plano hidrológico, as autoridades assinalam sinais positivos, com a descida gradual dos níveis de água na bacia do Púnguè. No posto hidrométrico de Mafambisse, o nível máximo de 7,98 metros registou uma redução de cerca de 46 centímetros, o que tem contribuído para a melhoria da situação nas zonas baixas. Contudo, a infra-estrutura viária continua a ser uma preocupação. A estrada que dá acesso ao distrito do Búzi foi gravemente danificada, e as autoridades admitem que intervenções paliativas já não são suficientes. O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, defendeu a construção de vias mais robustas e adaptadas às novas realidades climáticas. “A questão não é só garantir a transitabilidade. Precisamos de estradas preparadas para que, nas próximas chuvas, não volte a acontecer o mesmo”, advertiu. No capítulo logístico, o Governo assegura prioridade absoluta ao transporte de bens essenciais. Com novas rotas em funcionamento, destaca-se a entrada em operação do Aeroporto de Chongoene, que já está a receber carga, permitindo redireccionar parte do apoio que anteriormente seguia para Maputo, agora também para Gaza e Inhambane. A província de Sofala enfrenta mais uma etapa no longo processo de reconstrução pós-cheias, com enfoque nas respostas estruturais e no reforço da resiliência comunitária, numa altura em que as chuvas continuam a ameaçar vastas zonas do País.advertisement

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