O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, admitiu, nesta sexta-feira (5), que a Estrada Nacional Número 1 (N1) atingiu “níveis inaceitáveis de degradação”, referindo que a reabilitação daquela “espinha dorsal” do desenvolvimento moçambicano é uma “urgência nacional”.

“Ao longo dos últimos 15 anos, o nosso maior corredor logístico, a N1, atingiu níveis que consideramos inaceitáveis de degradação, defraudando os moçambicanos em geral e os utilizadores, em particular”, afirmou Matlombe, em Sofala, no centro do País.

Segundo a Lusa, o governante falava durante o lançamento da primeira pedra para a reabilitação e asfaltagem de 84 quilómetros da N1, no troço entre Gorongosa e Caia, em Sofala, considerando tratar-se de um “desses pontos críticos”.

De acordo com Matlombe, a N1 é uma via estratégica para o desenvolvimento da economia do País e, por isso, a sua reabilitação é para o Governo uma “urgência nacional”.

“O Executivo conhece muito bem a dimensão do desafio que temos pela frente. Reabilitar toda a N1 exige mais de 3,2 mil milhões de dólares, recursos que o País ainda não dispõe”, apontou o ministro.

Para fazer face ao défice de orçamento, Matlombe avançou que estão a ser reabilitados os troços mais críticos da principal estrada moçambicana, “onde a vida económica e social está bloqueada”, uma estratégia que considera “responsável e realista”.

“Estradas abertas significam mercados mais próximos, escolas acessíveis, hospitais mais perto e famílias com mais rendimento. É assim que se constrói desenvolvimento verdadeiro e é assim que se constrói independência económica”, acrescentou ainda o responsável, pedindo que as comunidades protejam os equipamentos e colaborem com o empreiteiro no processo de reabilitação.

“Cada acto de sabotagem atrasa o progresso de todos e rouba oportunidades aos nossos jovens. Aos empreiteiros, exigimos rigor, qualidade e o compromisso de contratar mão-de-obra local, para que o impacto económico comece já durante a obra”, vincou.

De acordo com o ministro dos Transportes, a primeira pedra lançada nesta sexta-feira é parte de um pacote de 1053 quilómetros de estrada por reabilitar, financiados pelo Banco Mundial com um total de 800 milhões de dólares.

O Governo anunciou em 29 de Maio que já assegurou 1,1 mil milhões de dólares para reabilitar a N1, a principal via do País, cerca de um terço da verba necessária

A reabilitação vai decorrer em três fases, avançou João Matlombe, referindo que se trata de “um dos maiores investimentos de sempre” na estrada que une Moçambique de sul a norte e que vai permitir, entre outros, a redução de custos de transporte, menor desgaste de viaturas, viagens mais rápidas e seguras, estímulo às pequenas e médias empresas, melhor acesso às zonas de produção agrícola e maior escoamento de excedentes.

“Este investimento não é apenas betão e asfalto, é emprego, oportunidades e futuro que deve começar a reflectir-se na vida do nosso povo (…). Hoje damos um passo decisivo”, concluiu o ministro.

O Governo anunciou em 29 de Maio que já assegurou 1,1 mil milhões de dólares para reabilitar a N1, a principal via do País, cerca de um terço da verba necessária.a d v e r t i s e m e n t

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