A Fundação Tzu Chi Moçambique, organização humanitária de origem budista dedicada ao apoio social, sobretudo nas áreas da educação e da assistência às comunidades vulneráveis, anunciou que vai entregar ao Governo, no arranque do ano lectivo de 2026, a maior escola primária do País. A infra-estrutura foi construída com um investimento de 4,8 milhões de dólares, na cidade da Beira, província de Sofala. Num comunicado divulgado esta quarta-feira, 7 de Janeiro, citado pela Lusa, a fundação explicou que esta escola integra um conjunto de 23 estabelecimentos de ensino que estão a ser construídos em simultâneo em várias regiões de Moçambique, no âmbito do projecto “Hope”. Segundo a instituição, o “Hope” foi criado com o objectivo de apoiar as comunidades afectadas pelo ciclone Idai, que atingiu a província de Sofala, no centro do País, em 2019, provocando elevados prejuízos sociais e infra-estruturais, incluindo a destruição de várias escolas. A fundação acrescentou que a nova infra-estrutura se encontra actualmente em fase final de apetrechamento e vai acolher os alunos da antiga Escola Primária de Esturro, uma das mais afectadas pelo ciclone Idai na cidade da Beira, permitindo que os estudantes passem a frequentar aulas em melhores condições. “Para os alunos, esta escola vai significar um salto qualitativo. Vão deixar de estudar em condições precárias para estudar em condições condignas”, afirmou o presidente da Fundação Tzu Chi Moçambique, Dino Manuel Foi, citado no mesmo comunicado. De acordo com o responsável, a construção desta escola representa mais um esforço da fundação para ajudar a reduzir os desafios que Moçambique enfrenta anualmente com o aumento do número de alunos no sistema nacional de ensino, num contexto em que a pressão sobre as infra-estruturas escolares continua a intensificar-se. O ano lectivo de 2026 em Moçambique está previsto para arrancar no dia 30 de Janeiro. A Fundação Tzu Chi referiu que a nova escola dispõe de 46 salas de aula, com capacidade para acolher cerca de 4600 estudantes em regime de dois turnos, inserindo-se num conjunto mais amplo de projectos sociais desenvolvidos na província de Sofala. A instituição recordou ainda que o Ministério da Educação estimou um défice de cerca de 32 mil salas de aula para o ano lectivo de 2026, bem como a entrada de aproximadamente 1,6 milhão de novos alunos no sistema de ensino. Do total das 23 escolas previstas no âmbito do projecto “Hope”, pelo menos 13 novos estabelecimentos de ensino deverão estar disponíveis para os alunos já neste novo ano lectivo, perfazendo um total de 18 escolas construídas pela Fundação Tzu Chi para apoiar as comunidades afectadas pelo ciclone Idai na província de Sofala. Fonte: Lusaa dvertisement
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