a d v e r t i s e m e n tO Banco de Reserva da África do Sul (SARB) fez saber, nesta terça-feira (25), que o sistema financeiro sul-africano continua “resiliente”, apesar das tensões geopolíticas globais e dos riscos crescentes da dívida, à medida que os mercados locais recuperam da volatilidade anterior e as condições fiscais melhoram.

Segundo indicou o SARB no seu relatório semestral da estabilidade financeira sobre a saúde e a resiliência do sistema financeiro do país, os mercados globais têm demonstrado força desde Junho, impulsionados pelas acções de tecnologia e Inteligência Artificial (IA), com o mercado accionista sul-africano a recuperar após os aumentos das tarifas dos Estados Unidos da América (EUA) em Abril.

O índice All-Share de Joanesburgo atingiu um recorde histórico de quase 114 mil pontos este mês.

Os rendimentos dos títulos do Governo da África do Sul caíram para os níveis mais baixos em seis anos devido à melhoria das perspectivas fiscais, auxiliadas pela inflação mais baixa, pela remoção da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, por uma meta de inflação mais restrita e por uma melhoria na classificação de crédito pela S&P Global Ratings, de acordo com o relatório.

“A dívida pública permanece elevada, em 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB), mas a consolidação fiscal de curto prazo foi apoiada por receitas fiscais mais fortes e reduções nas reservas”, refere o documento. “Apesar das tensões geopolíticas e comerciais intensificadas, o aumento dos preços das acções continuou a apoiar a flexibilização das condições financeiras domésticas”, acrescentou o SARB.

“Os rendimentos das obrigações de longo prazo estão mais baixos do que nos anos anteriores, reduzindo a pressão sobre as condições financeiras. Embora a taxa de crescimento do crédito às famílias tenha diminuído – contribuindo para condições mais restritivas –, isso foi parcialmente compensado pelo aumento do crédito às empresas ao longo de 2025”, aponta.

O documento diz ainda que a rentabilidade do sector bancário permaneceu acima da sua média de dez anos, com reservas de capital robustas.

O SARB sinalizou riscos importantes, incluindo potenciais saídas de capital, aumento das dificuldades das famílias e das pequenas e médias empresas, fragilidades nas infra-estruturas e ameaças cibernéticas. No entanto, os indicadores de risco sistémico “continuam benignos”, com condições financeiras mais favoráveis e um hiato entre o crédito e o PIB bem abaixo dos limiares de risco.

“No geral, o sistema financeiro sul-africano manteve-se resiliente, e espera-se que essa resiliência se mantenha ao longo do período de previsão até Novembro de 2026”, comunicou o SARB.

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