A ausência de desafios e de conexão com o trabalho compromete a inovação, reduz a produtividade e pode gerar sintomas semelhantes aos do burnout.
Também conhecida como a síndrome do tédio no trabalho, o boreut é um estado de desmotivação e falta de estímulo no ambiente laboral que pode levar a problemas de saúde mental e afectar o desempenho profissional.
No entanto, a síndrome de boreout não afecta apenas o indivíduo. Ignorar o problema é permitir que a apatia se instale como cultura. E isso tem um custo elevado, não apenas humano, mas também financeiro. Quando um colaborador está desmotivado e emocionalmente exausto pelo tédio, todo o ambiente de trabalho sofre:
Produtividade em queda: um colaborador desinteressado produz menos e com menor qualidade;
Clima organizacional afectado: o desinteresse contagia os colegas e compromete a dinâmica da equipa;
Aumento da rotatividade: profissionais que não se sentem valorizados procuram outras oportunidades;
Imagem corporativa prejudicada: empresas que ignoram o bem-estar dos seus colaboradores tornam-se menos atractivas para novos talentos.
O que pode ser feito?
A síndrome de boreout não é irreversível. Existem caminhos para enfrentar o problema, tanto do ponto de vista do trabalhador como das lideranças.
Para os colaboradores:
Reconheça os sinais: identificar o que está na origem do desânimo é o primeiro passo;
Converse com a sua liderança: partilhe as suas dificuldades e proponha novos desafios;
Procure pequenos estímulos: defina metas pessoais diárias ou semanais;
Invista em interesses fora do trabalho: uma vida pessoal activa ajuda a equilibrar a balança;
Considere uma mudança: se o ambiente for irrecuperável, comece a planear uma transição de carreira.
Para as empresas e líderes:
Promover o diálogo aberto: deve-se criar um ambiente onde os colaboradores se sintam à vontade para comunicar;
Reavaliar as funções atribuídas: garantir que cada funcionário tem tarefas compatíveis com as suas competências e aspirações é essencial;
Incentivar o desenvolvimento profissional: é importante oferecer formações, mentorias e novos desafios;
Monitorizar o clima organizacional: inquéritos internos ajudam a identificar zonas de risco;
Valorizar os talentos: o reconhecimento e o feedback genuíno continuam a ser as ferramentas mais poderosas de envolvimento.
Fonte: Educa Mais Brasil
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