a d v e r t i s e m e n tDois dos maiores sindicatos da África do Sul rejeitaram uma proposta melhorada de aumento salarial de 6% apresentada pela empresa estatal de energia Eskom, disseram os seus representantes nesta terça-feira, 17 de Fevereiro, citados pela Reuters.
A Eskom tem sido um entrave à maior economia de África durante anos, devido aos cortes de energia e às suas dificuldades financeiras, mas a melhoria do desempenho das suas centrais a carvão suspendeu as interrupções no fornecimento e permitiu o primeiro lucro anual em oito anos.
A empresa iniciou negociações com três grandes sindicatos no ano passado e, no mês passado, ofereceu um aumento salarial de 5,5%.
Esse valor foi elevado para 6% durante a terceira ronda de negociações na semana passada, mas foi rejeitado pelos membros do Sindicato Nacional dos Mineiros (NUM), de acordo com o porta-voz da organização, Livhuwani Mammburu.
O NUM havia apresentado uma exigência revista de 12%, reduzida de um pedido inicial de 15%, muito acima da inflação anual sul-africana, que estava em 3,6% em Dezembro de 2025.
“Não foi a gestão da Eskom que acabou com o racionamento de energia, foram os trabalhadores. Como tal, acreditamos que devem ser recompensados pelo seu trabalho árduo”, salientou Mammburu.
Por sua vez, Irvin Jim, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul (NUMSA), afirmou que o seu sindicato também rejeitou a oferta. “Não aceitamos a proposta actual sobre a mesa”, frisou, acrescentando que novas negociações estão agendadas para quinta-feira (19).
Um terceiro sindicato, o Solidarity, recusou comentar, citando o carácter sensível das negociações.
A Eskom, que alcançou um acordo salarial de três anos em 2023, aumentando 7% ao ano os salários dos trabalhadores não gestores, procura agora um novo acordo salarial plurianual.
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