a d v e r t i s e m e n tA Federação Sul-Africana de Sindicatos (SAFTU) condenou veementemente a decisão do Presidente Cyril Ramaphosa de aprovar um aumento salarial de 3,8% para altos cargos políticos, classificando a medida como insensível face à actual realidade social.
Segundo a SAFTU, a decisão surge num momento particularmente difícil para a população, em que milhões de sul-africanos enfrentam sérias dificuldades para sobreviver devido ao agravamento das condições económicas.
O aumento aprovado pelo Presidente abrange os pacotes remuneratórios do Presidente da República e do vice-presidente, bem como de ministros e vice-ministros do Governo sul-africano.
A medida estende-se igualmente aos primeiros-ministros provinciais, aos membros dos conselhos executivos provinciais e aos membros do Parlamento, abrangendo assim os principais cargos políticos do país.
O secretário-geral da SAFTU, Zwelinzima Vavi, foi particularmente crítico em relação à decisão, considerando-a injustificável no actual contexto social e económico vivido na África do Sul.
Para Zwelinzima Vavi, “esta decisão é escandalosa, especialmente numa altura em que milhões de sul-africanos mal conseguem sobreviver devido ao agravamento das condições económicas”.
A posição da SAFTU reforça o descontentamento sindical face ao aumento salarial dos dirigentes políticos, sublinhando a distância entre as decisões do poder político e a realidade vivida pela maioria da população sul-africana.
Fonte: SABC News
Painel