O administrador executivo do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Pedro Ferraz Reis, cidadão de nacionalidade portuguesa, de 52 anos, morreu na noite de domingo, na cidade de Maputo, num caso que o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) classifica como suicídio. Segundo explicou o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, o corpo foi encontrado por volta das 22 horas de 19 de Janeiro no Polana Serena Hotel, tendo as equipas periciais confirmado no local que se tratava do administrador executivo do BCI. “Não há dúvidas nenhumas, até ao presente momento, de tratar-se de um caso de suicídio e não de homicídio, conforme tem sido propalado”, afirmou o porta-voz do SERNIC, acrescentando que os trabalhos periciais foram realizados em coordenação com a Medicina Legal e com magistrados do Ministério Público. De acordo com a reconstituição feita pelas autoridades, o administrador terá saído do seu local de trabalho por volta das 14 horas, dirigindo-se à sua residência, onde retirou uma faca da cozinha. Posteriormente, deslocou-se a estabelecimentos comerciais na cidade de Maputo, onde adquiriu outras facas e um veneno para ratos, conhecido comercialmente como “Ratex”. “As perícias médico-legais confirmaram a presença desta substância (Ratex) no estômago da vítima”, explicou o SERNIC, indicando que o gestor deu entrada no hotel e seguiu directamente para uma casa de banho, onde se trancou por dentro. As autoridades referem que a vítima infligiu vários golpes em diferentes partes do corpo, incluindo pulsos, costas, pescoço e região do peito. “Os golpes repetidos demonstram uma intenção clara de tirar a própria vida”, sublinha a fonte policial. O SERNIC esclareceu ainda que a faca utilizada no acto foi a mesma retirada da residência do administrador, sendo semelhante às encontradas no porta-facas da sua cozinha, enquanto as facas adquiridas posteriormente foram encontradas no interior da sua viatura. “As imagens recolhidas ao longo do percurso, os comprovativos de compra e os exames periciais sustentam, de forma inequívoca, que estamos perante um caso de suicídio”, reiterou o representante da instituição.
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