Os principais parceiros dos EUA estarão a tentar prometer acordos comerciais ou negociar mais tempo, à medida que se esgota o prazo-limite, de 9 de julho, oferecido pelo Presidente Donald Trump para empregar tarifas que podem, em alguns casos, chegar aos 50%.
“Vamos estar muito atarefados nas próximas 72 horas”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, nascente domingo, durante o programa “State of the Union” da CNN, referindo-se ao tempo restante até quarta-feira.
Trump anunciou na passada sexta-feira, Dia da Independência, que “assinou algumas cartas que serão enviadas na segunda-feira – provavelmente para 12” países. Recusou-se, no entanto, a identificá-los, afirmando que as diretivas envolvem “valores diferentes e diferentes níveis de tarifas”.
Bessent referiu, por seu lado, que vários acordos importantes estão quase concluídos, embora os países que receberem as cartas esta segunda-feira verão as suas exportações sujeitas às tarifas mais elevadas – algumas chegando aos 50% – a partir de 1 de agosto, caso não cheguem a um entendimento. Até agora unicamente foi anunciado um quadro restringido de conformidade com o Reino Unificado, uma trégua com a China e um esboço preparatório de entendimento com o Vietname.
O secretário do Tesouro afirmou que Washington está a empregar a máxima pressão sobre os parceiros comerciais e que têm existido “progressos muito positivos” nas discussões com a União Europeia.
As cartas estavam inicialmente previstas para serem enviadas a 4 de julho, com a ingressão em vigor das tarifas marcada para 1 de agosto, segundo declarações anteriores de Trump. No entanto, responsáveis norte-americanos continuaram intensamente a negociar durante o término de semana, incluindo com o Japão, Coreia do Sul, União Europeia, Índia e Vietname.
Embora também se esperasse a epílogo de um conformidade provisório com a Índia, responsáveis em Novidade Deli têm demonstrado uma posição mais firme nos últimos dias, chegando a ameaçar com tarifas sobre determinados produtos norte-americanos em retaliação ao aumento de tarifas por secção de Washington sobre automóveis e alguns componentes.
A Coreia do Sul, antecipando dificuldades em chegar a conformidade antes do término do prazo discutiu com responsáveis norte-americanos a possibilidade de estender o prazo, numa derradeira para evitar taxas mais elevadas.
A implementação inicial das chamadas tarifas “recíprocas” de Trump, a 2 de abril, provocou receios de uma recessão nos EUA e causou quedas nos mercados. A Morada Branca anunciou, logo, um refrigeração de 90 dias dessas tarifas até 9 de julho.
Painel