O secretariado nacional da UGT aprovou esta quinta-feira a convocatória da greve geral para 11 de dezembro, iniciativa que junta pela primeira vez as duas centrais sindicais desde 2013. Formalmente, trata-se de uma proposta do secretariado nacional ao Conselho Geral da UGT, que reúne esta tarde. De acordo com as informações recolhidas pelo Negócios junto de várias fontes, a decisão do secretariado nacional foi aprovada por unanimidade e aclamação. Trata-se de um órgão com mais de setenta representantes dos 47 sindicatos, da tendência socialista, que é maioritária na UGT, à social-democrata. Considerando que em medidas como o banco de horas individual, a contratação a termo, os despedimentos, ou a parentalidade, o anteprojeto consiste na “antecâmara de uma reforma laboral para os patrões” o documento lembra que a proposta divulgada pelo Executivo em julho “mereceu logo o rotundo não da UGT e dos seus sindicatos” e acusa o Governo de “não negociar”. “O Governo passou de uma total abertura negocial à necessidade de se respeitarem as “traves-mestras” da reforma e até à imposição de linhas vermelhas”, lê-se na resolução. “O Governo coloca quem negoceia perante um jogo de tudo ou nada, em que quaisquer evoluções ficam dependentes da assinatura de um acordo, sejam justas ou não. Isto não é negociar”, diz o documento consultado pelo Negócios. Considerando que a concertação social se “transformou num palco de uma obsessão com a lei laboral”, o secretariado nacional da UGT lembra que as propostas para o aumento do salário mínimo, que a ministra do Trabalho chegou a admitir negociar, não tiveram sequência. Matérias como “a política de salários e rendimentos e a atualização dos acordos, a política de migrações, os problemas da habitação”, foram “colocadas em cima da mesa pela UGT e ignoradas pelo Governo”. Notícia em atualização

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