A empresa sul-africana, Sasol, que opera nos blocos de gás natural de Pande e Temane, na província de Inhambane, vai reforçar significativamente os seus gastos com a contratação de bens e serviços a empresas moçambicanas, com destaque para as que estão sediadas nas zonas de influência directa das suas operações. A informação foi avançada por Juma Malindasse, especialista de conteúdo local da companhia, à margem de um seminário realizado recentemente em Vilankulo, promovido no âmbito do projecto “Mais Oportunidades”, uma iniciativa do Ministério da Economia, financiada pelo Banco Mundial, com o objectivo de capacitar Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) nacionais e reforçar o seu acesso a oportunidades económicas geradas pelos grandes projectos em curso no País. “A nossa aposta é dar maior primazia e prioridade nas nossas operações ao gasto com empresas moçambicanas e que têm maioritariamente sócios moçambicanos”, afirmou o representante da petrolífera, sublinhando que o compromisso da Sasol passa por uma inclusão efectiva dos empresários nacionais nas cadeias de fornecimento. Segundo detalhou, no âmbito do Acordo de Produção de Petróleo (PPA), a Sasol já adjudicou 13 pacotes de serviços a empresas moçambicanas, num valor global de 1,2 mil milhões de meticais (20 milhões de dólares). No Acordo de Partilha de Produção (PSA), cerca de 83% dos contratos foram igualmente atribuídos a operadores nacionais, totalizando 13,5 mil milhões de meticais (211 milhões de dólares). Citado numa publicação da AIM, o responsável destacou ainda que, através do mecanismo set-aside do MERIC (reserva contratual obrigatória destinada exclusivamente à contratação de nacionais), foram celebrados nove contratos com operadores locais. A Sasol pretende alargar este modelo com projectos concretos de substituição de importações, entre os quais se destaca a produção local de uniformes utilizados pela empresa. “Actualmente os nossos uniformes vêm de fora. Queremos que sejam produzidos internamente. Se forem feitos em Inhambane, melhor ainda, porque isso irá criar empregos”, frisou. O Plano de Conteúdo Local (PCL) da empresa, inicialmente com horizonte até 2025, será estendido por mais tempo, como forma de consolidar os ganhos registados desde a sua implementação. A título ilustrativo, o número de empresas moçambicanas integradas na cadeia de fornecimento triplicou e, apenas em Inhambane, os gastos superaram cinco vezes o valor inicialmente previsto, atingindo 894 milhões de meticais (14 milhões de dólares). “Excluindo áreas altamente especializadas ainda inexistentes no país, cerca de 90% das despesas operacionais regulares da Sasol são contratadas com empresas moçambicanas, sobretudo nas áreas de transporte, logística e serviços de alimentação”, detalhou. Além da contratação de bens e serviços, a Sasol tem vindo a investir em formação técnico-profissional e capacitação institucional. Só na componente formativa, foram investidos 351,5 milhões de meticais (5,5 milhões de dólares), beneficiando aproximadamente 600 trabalhadores, maioritariamente oriundos das comunidades circunvizinhas às operações da empresa. No domínio empresarial, foram aplicados 191,7 milhões de meticais (3 milhões de dólares) em acções de capacitação, com enfoque na organização interna, gestão financeira, contabilidade e cumprimento de normas. “Algumas empresas não tinham sequer organogramas ou regulamentos internos. Precisávamos de prepará-las para que possam cumprir os padrões internacionais exigidos”, explicou Malindasse. A Sasol opera ainda um fundo de apoio às MPME em parceria com o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), destinado a oferecer financiamento em condições facilitadas. Apesar de reconhecer desafios operacionais no desembolso efectivo dos créditos, a empresa garantiu estar a trabalhar para remover os entraves administrativos e garantir maior eficácia do instrumento financeiro. Durante o seminário em Vilankulo, os gestores do projecto “Mais Oportunidades” partilharam dados sobre a participação das empresas locais nos concursos de subvenções. A província de Inhambane submeteu 115 candidaturas nas áreas de agro-negócio, construção civil e turismo. Contudo, apenas 42 passaram à primeira fase de avaliação, devido a falhas estruturais nas propostas, o que, segundo os organizadores, revela lacunas significativas na organização interna das MPME locais. (Foto DR) span { width: 5px; height: 5px; background-color: #5b5b5b; }#mailpoet_form_3{border: 0px solid #000000;border-radius: 0px;color: #ffffff;text-align: left;}#mailpoet_form_3 form.mailpoet_form {padding: 0px;}#mailpoet_form_3{width: 100%;}#mailpoet_form_3 .mailpoet_message {margin: 0; padding: 0 20px;} #mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 input.parsley-success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 select.parsley-success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 textarea.parsley-success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 input.parsley-error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 select.parsley-error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 textarea.textarea.parsley-error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .parsley-errors-list {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .parsley-required {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .parsley-custom-error-message {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .mailpoet_paragraph.last {margin-bottom: 0} @media (max-width: 500px) {#mailpoet_form_3 {background-image: none;}} @media (min-width: 500px) {#mailpoet_form_3 .last .mailpoet_paragraph:last-child {margin-bottom: 0}} @media (max-width: 500px) {#mailpoet_form_3 .mailpoet_form_column:last-child .mailpoet_paragraph:last-child {margin-bottom: 0}} ))))>))>
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