A redução do IRS vai esta sexta-feira à Plenário da República, depois de ter sido aprovada a urgência na avaliação da proposta do Governo. A ser aprovada, a medida vai permitir uma redução do imposto até ao 8.º escalão de rendimentos, mas zelo que os reembolsos do IRS poderão ser menores no próximo ano. 
 
“Se for seguido o mesmo critério de construção das tabelas de retenção na nascente, porquê se espera, o imposto retido continuará a ter uma grande aproximação com o imposto devido a final, sendo de esperar que continuem a reduzir-se os reembolsos”, disse a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), Paula Franco, em declarações ao Notícias ao Minuto. 
O diploma do Governo, que deu ingresso no Parlamento na semana passada, prevê uma redução suplementar no IRS de 500 milhões de euros oriente ano de 0,5 pontos percentuais entre o primeiro e terceiro escalões, 0,6 pontos percentuais entre o quarto e sexto e 0,4 pontos percentuais no sétimo e oitavo.
“A teoria será a de ter um aumento do rendimento líquido para o tributário, o que é feito baixando a retenção na nascente, logo reduzindo o reembolso”, referiu Paula Franco ao Notícias ao Minuto, acrescentando que “continua a ser sempre provável aos trabalhadores pedir que lhes sejam efetuadas retenções a taxa superior, se quiserem constituir, com estas retenções, uma ‘poupança’ junto do Estado”.
Em transmitido, o Parecer de Ministros destacou que a proposta aprovada “permite um novo refrigério da trouxa fiscal, reduzindo adicionalmente as taxas marginais em todos os escalões, até ao 8.º escalão”.

O Governo anunciou uma redução do IRS que será sentida, em segmento, ainda oriente ano. Quando? Quem vai ter recta a oriente refrigério fiscal? Reunimos todos os esclarecimentos sobre oriente tema neste item.
Beatriz Vasconcelos | 09:27 – 25/06/2025

Reembolsos deste ano são inferiores aos do ano anterior
O reembolso do IRS totalizou 1.377,4 milhões de euros até maio, inferior dos 2.020,6 milhões de euros reportados no mesmo período do ano pretérito, indicou a síntese de realização orçamental.
De conformidade com o documento, divulgado pela Direção-Universal do Orçamento (DGO), os reembolsos dos impostos diretos, onde também se inclui, por exemplo, o IRC (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Coletivas), representa 1.666,4 milhões de euros até maio, valor que compara com os 2.325,1 milhões de euros do período homólogo.
Esta enunciação anual do imposto reflete as variadas alterações de que o IRS foi mira em 2024, primeiro por via do Orçamento do Estado desse ano (OE2024), depois por via de um conjunto de mudanças aprovadas no parlamento durante o verão do ano pretérito.
Em pretexto estão reduções das taxas que incidem sobre os escalões e que, num primeiro momento (através do OE2024), contemplaram os primeiros cinco escalões, a que se somou uma redução suplementar (entre 0,25 e 1,5 pontos percentuais) nos primeiros seis escalões.
Em 2024, os limites dos escalões foram ainda atualizados em 3%, tendo-se verificado mudanças que atualizaram o mínimo de existência (valor isento de imposto) e da dedução específica (em seguida vários anos ‘congelada’ nos 4.104 euros).
A maioria destas mudanças no IRS já foi refletida nas tabelas de retenção na nascente, com o valor descontado mensalmente por cada tributário a ser mais inferior do que em anos anteriores.
A subtracção do imposto retido mensalmente ao longo de 2024 (que na prática mais não é do que um antecipação que os trabalhadores e pensionistas fazem para evitar terem de remunerar a totalidade do IRS devido no momento da entrega da enunciação anual) terá impacto no valor do reembolso ou do imposto que ainda haja a remunerar.
Leia Também: Reembolso? IRS sobe já o salário, mas atenção ao acerto de contas em 2026

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