advertisemen tO Governo sul-africano deve “renacionalizar” a siderúrgica ArcelorMittal África do Sul, para evitar a perda de empregos e reconstruir a indústria manufactureira do país, que se encontra em dificuldades, de acordo com o líder de um órgão que representa mais de uma dúzia de grupos de trabalhadores. Segundo a Bloomberg, a empresa começou a encerrar as suas operações siderúrgicas, que empregam cerca de 3500 pessoas e sustentam até 100 mil empregos indirectos, após quase dois anos de negociações com o Governo que não conseguiram resolver as suas queixas, incluindo os elevados custos dos factores de produção e a concorrência das importações baratas. Os activos da ArcelorMittal incluem o que outrora foi a Iscor, a siderúrgica estatal construída durante o apartheid para proteger o país contra sanções e privatizada em 1989. O encerramento da fábrica é uma má notícia para um país onde um terço da força de trabalho está desempregada e precisa de encontrar mercados alternativos para as suas empresas, afectadas por tarifas de 30% sobre as exportações para os Estados Unidos da América (EUA). A Ford Motor e a empresa de mineração Glencore também anunciaram planos para cortar postos de trabalho. Isto segue-se às demissões da empresa de fabrico de pneus Goodyear Tire & Rubber e do Mercedes-Benz Group. “As perdas de empregos na África do Sul estão simplesmente a aumentar a um ritmo alarmante”, afirmou Zwelinzima Vavi, secretário-geral da Federação Sul-Africana de Sindicatos (SAFTU), em entrevista à rádio SAfm na segunda-feira (8). As tarifas comerciais de 30% impostas pelos EUA à economia mais industrializada de África também ameaçam 100 mil empregos e podem ser catastróficas, acrescentou o responsável, citando estimativas do banco central. A SAFTU está a procurar dialogar com os ministros do Comércio, Indústria e Concorrência, e do Emprego e Trabalho da África do Sul para abordar a “hemorragia” de empregos, salientou Vavi. “Não tem havido um envolvimento real entre os principais actores para tentar encontrar soluções reais, soluções de longo prazo, para a crise”, anuiu.
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