Cientistas da Universidade Federal do Norte do Cáucaso, na Rússia, desenvolveram um tipo de asfalto que incorpora resíduos plásticos do tipo Polietileno Tereftalato (PET), com vista a melhorar o desempenho do pavimento rodoviário e reduzir o volume de resíduos destinados a aterros sanitários.

Para Dmitri Vorobiov, professor sénior do Departamento de Engenharia Civil da universidade, a adição de plástico reciclado à composição do asfalto resulta num material mais flexível e resistente. Em condições de calor intenso, a nova mistura apresenta resistência de 11% a 23% superior à dos asfaltos convencionais, enquanto a aderência ao solo aumenta entre 7% e 20%.

Segundo o pesquisador, a tecnologia é segura e apresenta vantagens ambientais. Após passar por um processo de transformação termoquímica, o PET torna-se parte do ligante betuminoso e não é liberado no meio ambiente durante a vida útil da pavimentação, permanecendo integrado na estrutura do asfalto. Os cientistas também destacam que a utilização de matéria-prima reciclada pode reduzir os custos de produção do asfalto.

Segundo informações divulgadas pelo site local Ria, a proposta surge como resposta à necessidade de soluções mais sustentáveis e economicamente viáveis para o sector das infra-estruturas rodoviárias. Os responsáveis pelo projecto defendem que a incorporação de plástico reciclado no asfalto pode aumentar a durabilidade das estradas, tornando-as mais resistentes ao desgaste e às variações climáticas.

Além do reforço estrutural das vias, a medida poderá reduzir os custos de construção e manutenção, ao mesmo tempo que contribui para a diminuição do impacto ambiental causado pela acumulação de resíduos plásticos. Caso os testes confirmem os benefícios esperados, a tecnologia poderá ser aplicada noutras regiões do país.

A Rússia consome anualmente mais de 600 mil toneladas de plástico PET, utilizado no fabrico de garrafas, embalagens de alimentos, frascos de produtos de limpeza e cosméticos. Desse total, cerca de 30% é reciclado, enquanto aproximadamente 70% acaba em aterros sanitários ou fábricas de incineração.

Fonte : TV Brics

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