
Apesar de as grandes interessadas na compra de uma participação minoritária na TAP – IAG, Lufthansa e Air France-KLM – estarem a mostrar-se mais cautelosos relativamente a uma obtenção, Rui Quadros, docente do Instituto Superior de Instrução e Ciências (ISEC) e técnico em aviação argumenta que “não muda zero”. Defende aliás que as razões para essa maior cautela e preço às condições apresentadas se prende com o facto de o Estado exclusivamente querer alienar uma posição minoritária na companhia aérea. “Ninguém adquire uma companhia aérea uma vez que a TAP para não mandar”, começa por expor em entrevista no programa do Negócios no NOW, acrescentando que oriente é um dos fatores que faz com que a venda “não seja atrativa face ao que conhecemos até agora”. “Há um conjunto de vontades que o Governo tem e vão ao encontro daquilo que muitos setores querem, mas isso não é provável e (as empresas) começam a questionar” a proposta feita pelo Executivo, diz Rui Quadros. Apesar de o CEO da Air France-KLM, Benjamin Smith, ter assegurado quem um fator dependente para que a empresa avance para a TAP era perceber se a Percentagem Europeia podia bloquear a operação com “remédios exagerado rígidos”, o técnico em aviação não considera essa possibilidade. Rui Quadros recorda a compra da PGA (Portugália) pela TAP. O processo de privatização foi lançado a 10 de julho, mas o Governo só deverá apresentar o caderno de encargos esta semana, depois reunião do Juízo de Ministros. O docente do ISEC não perspetiva novidades e revela que, a existirem alterações, estão dependentes de conversas bilaterais do Governo com as três companhias aéreas. Uma dessas questões é saber se o Executivo de Luís Montenegro “pretende terebrar mão do resto do capital e quando”. Rui Quadros mantém a anterior posição de que o grupo IAG é o melhor parceiro para a TAP, por “mostrar mais complementaridade” e refuta a argumentação do reforço do “hub” em Madrid, justificando que o aeroporto de Lisboa também vai crescer “não só com a TAP, mas também com outras companhias”. Por outro lado, explica, a Air France-KLM não “quererá muita concorrência com os seus ‘hubs’ naturais” e “o que a Lufthansa pretende é fazer uma redistribuição do tráfico através dos seus ‘hubs’, mas enquanto isso aguarda para perceber uma vez que vai percorrer o negócio da ITA”.
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