A Montepuez Ruby Mining (MRM), alerta que as redes organizadas de contrabando de rubis estão a intensificar, com uma tendência alarmante, o recrutamento de menores para actividades de mineração ilegal na sua área de concessão na província de Cabo Delgado.Através de um comunicado, a MRM “observou um aumento preocupante no número de crianças recrutadas e exploradas por sindicatos de rubis em actividades de mineração ilegal e regista um aumento exponencial nas incursões na sua área de concessão desde o último trimestre de 2025”.“Atualmente, uma média de 1000 mineiros ilegais são detectados diariamente na concessão da MRM, dos quais cerca de 300 são menores”, revela a mineradora, alertando que a mineração ilegal expõe os menores a riscos extremos, pois “as crianças descem a poços ilegais feitos por elas próprias, com cerca de 12 metros de profundidade, e realizam escavações horizontais, criando labirintos subterrâneos instáveis, que podem desmoronar a qualquer momento, com consequências potencialmente fatais”.De acordo com a MRM citado pela AIM, “os sindicatos de contrabando de pedras preciosas recrutam menores – crianças com idades entre 8 e 17 anos – porque a lei moçambicana não prevê responsabilidade criminal para crianças”. “O ato monstruoso de enviar crianças para trabalhar nessas condições é uma violação flagrante de seus direitos humanos.”Investigações conduzidas desde 2019 indicam que os sindicatos de mineração ilegal são bem organizados e financiados por redes estrangeiras. De acordo com a Ruby Mining, os financiadores e compradores incluem nacionais tailandeses, cingaleses e birmaneses, enquanto os recrutadores e intermediários vêm de países como Nigéria, Mali, Burundi, República Democrática do Congo, Tanzânia e Senegal.“Os operadores são principalmente moçambicanos e tanzanianos. O recrutamento é feito explorando a pobreza e o desemprego, com promessas de fortunas na mineração de rubis. Em muitos casos, os mineiros ilegais são colocados em dívida com os sindicatos, sendo-lhes concedidos “empréstimos” para transporte, alimentação e alojamento”, acrescenta.Para a MRM, estas condições fazem com que muitos acabem presos na atividade, uma vez que “as pedras preciosas recuperadas pelos mineiros ilegais devem ser vendidas através do seu sindicato ‘patrocinador’”, recebendo apenas “uma fração do valor envolvido”.A empresa alerta ainda que a mineração ilegal está exercendo “pressão crescente sobre o tecido social e a estabilidade das comunidades locais”, contribuindo para o aumento do consumo de drogas e outras atividades criminosas. (Foto DR)span{width:5px;height:5px;background-color:#5b5b5b}#mailpoet_form_3{border:0 solid #000;border-radius:0;color:#fff;text-align:left}#mailpoet_form_3 form.mailpoet_form{padding:0}#mailpoet_form_3{width:100%}#mailpoet_form_3 .mailpoet_message{margin:0;padding:0 20px}#mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 input.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 select.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 textarea.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 input.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 select.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 textarea.textarea.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-errors-list{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-required{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-custom-error-message{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .mailpoet_paragraph.last{margin-bottom:0}@media (max-width:500px){#mailpoet_form_3{background-image:none}}@media (min-width:500px){#mailpoet_form_3 .last .mailpoet_paragraph:last-child{margin-bottom:0}}@media (max-width:500px){#mailpoet_form_3 .mailpoet_form_column:last-child .mailpoet_paragraph:last-child{margin-bottom:0}}))>
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