a d v e r t i s e m e n tA empresa africana de petróleo e gás Rhino Resources planeia perfurar um poço petrolífero de avaliação numa área prospectiva na Namíbia no próximo ano e realizar um teste de fluxo noutro poço, enquanto compete com a TotalEnergies para o primeiro petróleo na nação da África Austral, noticiou a Reuters.
O novo poço de avaliação faz parte de um programa maior que aguarda ainda aprovação do Governo. O poço será perfurado em Capricornus, onde já foi encontrado petróleo leve com uma produção de teste de 11 mil barris por dia. Um teste de perfuração será também realizado em Volans, onde recentemente foi descoberta uma fonte de gás condensado comercialmente valioso.
Os novos dados ajudarão a orientar a empresa, que procura acelerar as suas descobertas ao largo da Namíbia, onde a TotalEnergies espera tomar uma decisão final de investimento sobre o seu campo petrolífero Venus no próximo ano.
“Há uma certa incerteza nesta fase, não por causa da qualidade das descobertas, mas mais porque temos tantas opções em mãos que queremos ter a certeza de que tomamos a decisão certa pela razão certa”, afirmou o CEO da Rhino Resources, Travis Smithard.
A empresa está a estudar a possibilidade de desenvolver, juntos, dois campos de exploração que ficam a 15 quilómetros de distância (9 milhas) um do outro, Capricornus e Volans, e pensa também em comprar novas informações sobre o solo na parte norte da sua área.
A Rhino Resources, que tem uma parceria de joint venture com a Azule Energy, apoiada pela BP-Eni, quer tomar a sua própria decisão final de investimento até ao final de 2026 ou primeiro trimestre de 2027, referiu Smithard.
“Estamos também a ser informados por vários proprietários e construtores de Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga (FPSO) que há uma possibilidade muito forte de conseguir ter uma FPSO pronta e comissionada para a primeira produção de petróleo em 2030”, acrescentou.
Os desenvolvimentos futuros das descobertas da Rhino podem ser muito mais simples, de acordo com o CEO, uma vez que a descoberta de Capricornus se situou em águas menos profundas, exigindo, possivelmente, menos infra-estruturas submarinas, tendo uma relação gás/petróleo inferior à da Venus da TotalEnergies.
Além da Namíbia, a Rhino detém também terrenos em cinco blocos na África do Sul e está activamente à procura de novas oportunidades de investimento em todo o continente e noutros locais.
“A geologia é fundamental, mas o risco acima do solo também é crítico e algo que consideramos fortemente ao tomar decisões de investimento”, anuiu.
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