
As grandes e pequenas empresas estão a ser forçadas a adaptar-se ao novo figura do transacção global, por força das tarifas recíprocas dos Estados Unidos (EUA) sobre bens importados dos seus parceiros comerciais, que entraram em vigor esta quinta-feira, 7 de agosto. Mas houve quem se tivesse antecipado no envio de produtos para o lado de lá do Atlântico, de forma a “contornar”, ainda que temporariamente, o aumento das barreiras alfandegárias.
É o caso da operário de relógios suíços DuBois et fils. Fundada em 1785 – menos de 10 anos depois da assinatura da Enunciação de Independência dos EUA -, a empresa secular apressou-se a “evadir” às tarifas e na segunda-feira, dia 4 de agosto, enviou cinco relógios de gama subida, no valor de milhares de dólares cada, para o mercado norte-americano. Dois dias depois, na véspera da ingresso em vigor das barreiras comerciais, a empresa bloqueou mesmo as encomendas no seu site nos EUA.
Agora, com a ingresso em vigor das tarifas de 39% sobre produtos da Suíça – que se fixam entre as mais altas aplicadas pela Gestão Trump -, o CEO da relojoeira, Thomas Steinemann, está a calcular os aumentos de preços que terá de fazer.
“Para a indústria relojoeira, é um grande sinistro”, disse Steinemann à Reuters, que explicou ter bloqueado as encomendas de relógios para os EUA porque os preços terão de ser recalculados para ter em conta as tarifas, acrescentando que a empresa não iria haurir o impacto destas taxas.
“Os EUA foram um grande impulsionador nos últimos dois anos. Agora, isto acaba com grande secção do negócio”, sublinhou o CEO da relojoeira.
Em jeito de exemplo, Steinemann descreveu que o relógio DuBois DBF008 poderá vir a suportar um aumento no preço em quase 4 milénio dólares. Até à data, o item de luxo custava 10.800 dólares. Agora, o seu preço possivelmente aumentará para os 14.500 dólares no mercado norte-americano, que representa muro de 15% das vendas globais da DuBois, sendo que a operário suíça vende diretamente aos consumidores desse mercado.
A indústria relojoeira do país helvético em universal está a sentir o impacto das barreiras comerciais. Já há várias marcas, a par da Dubois, a planear aumentos de preços e a suspender encomendas para os EUA, enquanto procuram mercados alternativos para estes relógios.
No ano pretérito, os EUA representaram 17% do totalidade de 32 milénio milhões de dólares em exportações de relógios da Suíça, de tratado com dados da Federação da Indústria Relojoeira Suíça. Oriente país agrega algumas das mais conceituadas marcas de relógios do mundo, porquê a Rolex, a Patek Philippe, a Tag Heuer, Omega ou a IWC Schaffhausen.
Já em abril, depois de Trump ter anunciado as tarifas recíprocas que pretendia impor sobre os produtos dos seus parceiros comerciais, as exportações de relógios da Suíça para os EUA aumentaram, com as fabricantes do país a anteciparem-se ao primeiro prazo para a emprego destes impostos, que acabou por ser estendido.
Estima-se agora que o aumento das taxas alfandegárias tornará os relógios suíços muro de 65% mais caros, em média, para os consumidores norte-americanos, segundo Amarildo Pilo, proprietário da relojoaria Pilo & Co., citado pela Reuters.
Na opinião deste empresário, “o que vai intercorrer é que os americanos não comprarão mais relógios nos Estados Unidos. Mas aqueles que os querem e que gostam de relógios irão comprá-los noutro lugar. Honestamente, é uma perda para os Estados Unidos”.
E à medida que prosseguem as negociações comerciais entre a Gestão norte-americana e os líderes suíços – que ainda não surtiram qualquer efeito -, analistas estimam que as tarifas atuais impostas sobre o país helvético poderão reduzir o prolongamento do PIB da Suíça entre 0,3% e 0,6% já no próximo ano.
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