O Governo britânico anunciou, esta segunda-feira (01), que vai retirar o seu financiamento de 1,15 mil milhões de dólares para o projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique, liderado pela TotalEnergies na Área 1 da Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, que visa tornar o País num grande exportador de gás para a Europa e a Ásia. Segundo uma publicação da Agência Reuters, em 2020, o Reino Unido prometeu um empréstimo de 300 milhões de dólares e um seguro no valor de cerca de 700 milhões de dólares para o projecto de 20 mil milhões de dólares através da UK Export Finance, pouco antes de se comprometer a deixar de fornecer apoio governamental direto a projectos de combustíveis fósseis no estrangeiro. O projecto foi interrompido em 2021 devido a uma insurgência islâmica. No entanto, em Novembro, a Total levantou a força maior sobre o seu desenvolvimento, mas condicionou o reinício da construção à aprovação de um novo orçamento pelo Governo moçambicano. “Em preparação para o reinício do projecto, foi apresentada à UKEF uma proposta para alterar os termos de financiamento que tinha sido originalmente acordados”, afirmou o ministro britânico dos Negócios, Peter Kyle, num comunicado, sublinhando que: “os meus funcionários avaliaram os riscos em torno do projecto e é opinião do Governo de Sua Majestade que esses riscos aumentaram desde 2020.” Para o Governo britânico, esta opinião baseia-se numa avaliação abrangente do projecto e dos interesses dos contribuintes britânicos, “que serão melhor servidos com o fim da nossa participação no projecto neste momento.” Os ataques jihadistas voltaram a aumentar em Moçambique, levando a Total a transportar trabalhadores e equipamentos este ano por via aérea e marítima por razões de segurança. A TotalEnergies recusou-se a comentar. O Governo de Moçambique não respondeu a um pedido de comentário, refere a mesma publicação da Reuters. Em Abril, o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, disse aos investidores que os parceiros do projecto poderiam avançar sem o financiamento do Reino Unido e da Holanda, usando capital próprio. Mais de 70% do financiamento do projecto está garantido e cerca de 90% da futura produção de gás é comercializada por meio de contratos com compradores, informou a Total. A TotalEnergies detém uma participação operacional de 26,5% na Mozambique LNG. A japonesa Mitsui (8031.T) detém 20% do projecto e a empresa estatal moçambicana ENH 15%, juntamente com acionistas menores, incluindo a indiana ONGS e a Oil India. (Foto DR) span { width: 5px; height: 5px; background-color: #5b5b5b; }#mailpoet_form_3{border: 0px solid #000000;border-radius: 0px;color: #ffffff;text-align: left;}#mailpoet_form_3 form.mailpoet_form {padding: 0px;}#mailpoet_form_3{width: 100%;}#mailpoet_form_3 .mailpoet_message {margin: 0; padding: 0 20px;} #mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 input.parsley-success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 select.parsley-success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 textarea.parsley-success {color: #00d084} #mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 input.parsley-error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 select.parsley-error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 textarea.textarea.parsley-error {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .parsley-errors-list {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .parsley-required {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .parsley-custom-error-message {color: #cf2e2e} #mailpoet_form_3 .mailpoet_paragraph.last {margin-bottom: 0} @media (max-width: 500px) {#mailpoet_form_3 {background-image: none;}} @media (min-width: 500px) {#mailpoet_form_3 .last .mailpoet_paragraph:last-child {margin-bottom: 0}} @media (max-width: 500px) {#mailpoet_form_3 .mailpoet_form_column:last-child .mailpoet_paragraph:last-child {margin-bottom: 0}} ))))>))>
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