a d v e r t i s e m e n tO Reino Unido poderá prorrogar uma garantia de dívida de mil milhões de dólares para ajudar a África do Sul na sua transição para uma economia mais ecológica, uma vez que esta está prestes a expirar sem ter sido utilizada.

Segundo noticiou a Bloomberg, nesta quarta-feira, 3 de Dezembro, a garantia foi aprovada no final de 2023 e está prevista expirar no final do ano, mesmo com a África do Sul a negociar com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) um empréstimo de 400 milhões de dólares para serviços municipais de energia e água, a ser garantido ao abrigo desse acordo.

“Estamos actualmente em conversações com parceiros para explorar opções no sentido de manter o nosso compromisso com os esforços de descarbonização da África do Sul após essa data”, fez saber o Ministério das Relações Exteriores, da Comunidade Britânica e do Desenvolvimento do Reino Unido.  

A garantia faz parte de um pacto de financiamento climático de 8,3 mil milhões de dólares acordado entre a África do Sul e alguns dos países mais ricos do mundo em 2021 para ajudar a nação a reduzir a sua dependência do carvão, que representa quatro quintos da sua produção de electricidade. A implementação do programa, conhecido como Parceria para a Transição Energética Justa, foi retardada pela escassez de projectos adequados no país africano. 

Ainda assim, tanto a Alemanha como a França concederam empréstimos concessionais ao Tesouro da África do Sul como parte do pacto, e todos os países participantes emitiram subsídios para apoiar uma série de projectos no país. Os Estados Unidos da América (EUA) retiraram-se do acordo no início deste ano, após a tomada de posse do Presidente Donald Trump.

Embora o Tesouro Nacional da África do Sul tenha confirmado as negociações do empréstimo com o BAD, não respondeu a uma pergunta sobre uma possível extensão da garantia do Reino Unido.

O empréstimo seria usado para reduzir as perdas de água e electricidade e melhorar a infra-estrutura em quatro áreas municipais na província oriental de Mpumalanga, a região onde se localiza a maioria das minas de carvão e fábricas termoeléctricas a carvão da África do Sul, segundo o Tesouro Nacional. 

Embora tradicionalmente os municípios sul-africanos tenham prestado a maioria dos serviços sem a ajuda do sector privado, o empréstimo será utilizado para incentivar a inclusão de empresas privadas no fornecimento de água e energia. 

“O foco principal do programa será aumentar a participação do sector privado por meio de contratos baseados no desempenho para alcançar reformas nos serviços públicos”, afirmou o Tesouro.

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