As exportações de rubis renderam ao Estado cerca de 325,2 milhões de meticais (5,1 milhões de dólares) entre Janeiro e Março deste ano, representando uma queda de 30% face ao mesmo período de 2024, segundo o mais recente relatório estatístico do Banco de Moçambique.

No primeiro trimestre do ano passado, as receitas haviam atingido aproximadamente 459 milhões de meticais (7,2 milhões de dólares), evidenciando uma quebra significativa no desempenho deste segmento do mercado de pedras preciosas, apesar das expectativas de crescimento na produção para o corrente ano.

Segundo previsões oficiais, Moçambique deverá produzir mais de 4,1 milhões de quilates de rubis em 2025, o que representa um acréscimo de 5% em relação ao volume registado em 2024. O rubi mantém-se como o principal produto da estrutura global das pedras preciosas e semipreciosas extraídas no território nacional, respondendo por 76% do total destinados à exportação.

Este incremento na produção deverá resultar do aumento da capacidade de processamento da SLR Mining, conforme indica o mais recente documento sobre as projecções económicas e orçamentais para o ano em curso.

Em 2024, a produção de rubis já havia registado um salto expressivo, com um total de 3,9 milhões de quilates extraídos, correspondendo a um aumento de 46% em comparação com os 2,7 milhões de quilates registados em 2023. A meta oficial para o ano passado era de pouco mais de 3 milhões de quilates, o que significa que o grau de execução ultrapassou os 128%.

Entretanto, a Montepuez Ruby Mining (MRM), uma das principais operadoras do sector, prevê triplicar a sua capacidade de processamento até ao final de 2025. O projecto contempla a construção de uma segunda unidade de tratamento – denominada PP2 –, orçada em cerca de 4,5 mil milhões de meticais (70 milhões de dólares).

A nova unidade permitirá aumentar a capacidade de 200 para 600 toneladas por hora, o que, segundo a Gemfields – accionista maioritária da MRM com 75% do capital – permitirá reforçar a produção de rubis de qualidade superior e, consequentemente, elevar as receitas do grupo. Os restantes 25% da MRM pertencem à empresa moçambicana Mwiriti, e a concessão cobre uma área de 34 966 hectares na província de Cabo Delgado.

A expansão infra-estrutural poderá ainda permitir o alargamento da actividade mineira para outras zonas da concessão. A MRM emprega actualmente cerca de 1300 trabalhadores, dos quais 94% são moçambicanos.

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